Recentemente, o Tesouro Nacional, em Brasília, aprovou um significativo empréstimo de até R$ 12 bilhões para os Correios. Apesar de ser um valor expressivo, é inferior aos R$ 20 bilhões solicitados anteriormente e rejeitados no início do mês. Este montante visa a reestruturação econômico-financeira da estatal.
Com esses recursos, os Correios esperam revitalizar suas finanças, porém, a liberação não será completa de imediato. Para 2025, a estatal está autorizada a utilizar até R$ 5,8 bilhões, valor que condiz com o déficit primário projetado para o próximo ano.
Como será o empréstimo aos Correios?
O empréstimo será pago ao longo de 15 anos, com um período de carência de três anos. Os juros foram fixados em 115% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), um pouco abaixo dos habituais 120% utilizados em operações garantidas pela União. Este detalhe reflete um esforço para tornar a operação mais viável e menos onerosa para a estatal.
Quais instituições estão envolvidas na operação?
A análise da operação foi feita pelo Tesouro em parceria com cinco instituições financeiras – três privadas e duas públicas – cujos nomes não foram oficialmente divulgados. Foi crucial atender aos critérios de pagamento exigidos para empresas estatais em reestruturação financeira.
Agora, as minutas contratuais passam por negociações entre os Correios e essas instituições, com a supervisão do Tesouro Nacional e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).
Quais são as expectativas econômicas desta aprovação?
A nova operação promete reduzir significativamente os custos financeiros. Comparado a propostas anteriores, a economia potencial chega a quase R$ 5 bilhões. Antes, os bancos Citibank, BTG Pactual, ABC Brasil, Banco do Brasil e Safra já haviam proposto um empréstimo de R$ 20 bilhões, com juros de 136% do CDI, que acabou não sendo aceito.
Qual é o papel do CMN nesta decisão?
Para viabilizar este empréstimo, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma resolução que ajusta os limites de crédito para 2025, criando um sublimite específico de R$ 12 bilhões para os Correios. Isso ajuda a manter a operação em linha com os atuais limites fiscais.
Assim, mesmo com a autorização de até R$ 12 bilhões, a utilização dos recursos será voltada para cobrir despesas já previstas no déficit primário, mantendo a conformidade com a legislação fiscal vigente.
Com informações da Agência Brasil