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ECONOMIA

Haddad defende parcerias para reestruturação dos Correios

Os Correios continuarão sob controle estatal, mas o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defende a formação de parcerias com empresas públicas e privadas para impulsionar as receitas da empresa. Ele comentou, na última quinta-feira (18), que a ampla pres

18/12/2025

18/12/2025

Os Correios continuarão sob controle estatal, mas o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defende a formação de parcerias com empresas públicas e privadas para impulsionar as receitas da empresa. Ele comentou, na última quinta-feira (18), que a ampla presença dos Correios em todas as regiões do Brasil pode ser uma porta de entrada para novos negócios.

Deseja saber quais são os próximos passos para a recuperação financeira dos Correios? Descubra como possíveis colaborações com instituições como a Caixa Econômica Federal podem fazer a diferença. Haddad revelou que há interesse na oferta de serviços financeiros nas agências, algo que pode incluir seguros e previdências, além do modelo convencional de correios.

O que está por trás da crise financeira dos Correios?

A situação financeira dos Correios vem se agravando consideravelmente. O prejuízo da companhia saltou de R$ 633 milhões em 2023 para alarmantes R$ 2,6 bilhões no ano seguinte. E a previsão para 2025 não é mais otimista: o déficit acumulou R$ 6 bilhões até setembro, e as estimativas indicam que o saldo negativo pode chegar a R$ 10 bilhões até o final do ano.

O primeiro passo para enfrentar essa crise aconteceu apenas após a troca da diretoria em setembro, quando o Ministério da Fazenda finalmente teve acesso a um diagnóstico preciso da situação. Mas Haddad garante: qualquer empréstimo para os Correios só será liberado com o sinal verde do Tesouro Nacional e em condições que o governo considere adequadas.

"Está tudo na mesa sobre soluções para a reestruturação. Temos uma equipe dedicada a colocar de pé um plano de recuperação", afirmou Haddad.

Poderia a privatização ser a solução?

Apesar da grave crise, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já deixou claro em sua declaração que a privatização dos Correios não está nos planos do governo. Segundo ele, mesmo diante das dificuldades, o caminho é buscar parcerias e provavelmente adotar um modelo de economia mista, similar ao da Petrobras, onde o controle acionário permanece sob tutela estatal.

"Enquanto eu for presidente, não vai ter privatização. Pode ter parceria, economia mista, mas privatização não vai ter", assegurou Lula.

Além disso, a reestruturação da estatal poderá envolver um plano de socorro, que combina empréstimos respaldados pelo Tesouro com investimentos diretos. Lula reforçou a importância estratégica da instituição para o país e garantiu que novas medidas poderão ser tomadas para reerguer a companhia.

O problema maior: gestão ou investimento?

Fernando Haddad compartilhou uma visão crítica sobre como algumas contas têm sido geridas em empresas estatais, evidenciando uma confusão entre investimentos e gastos. Um exemplo foi o investimento no sistema do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), que erroneamente foi contabilizado como despesa.

O ministro também destacou o caso da Eletronuclear, cuja participação acionária foi vendida pela Eletrobras ao grupo J&F. Ele apontou o imbróglio da privatização da Eletrobras e as polêmicas judiciais envolvidas.

"Nas próximas semanas, voltaremos à mesa do presidente [Lula] com uma solução estrutural para a companhia", finalizou Haddad.



Com informações da Agência Brasil

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