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ECONOMIA

Vale a pena esperar “pouco tempo” por acordo Mercosul–UE, diz Haddad

Você sabia que um possível atraso na assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia pode, na verdade, ser benéfico para a conclusão desse tratado tão esperado? Fernando Haddad, o ministro da Fazenda, acredita que é preciso mais tempo para conven

18/12/2025

18/12/2025

Você sabia que um possível atraso na assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia pode, na verdade, ser benéfico para a conclusão desse tratado tão esperado? Fernando Haddad, o ministro da Fazenda, acredita que é preciso mais tempo para convencer os agricultores europeus de que eles não sofrerão prejuízos. As palavras dele nesta quinta-feira (18) trazem um novo olhar sobre esse procedimento e abrem caminho para uma discussão que vai além das barreiras comerciais.

No café com jornalistas, realizado antes do comunicado oficial da Comissão Europeia sobre o adiamento, Haddad reforçou que o ponto central não é o prejuízo aos agricultores italianos e franceses. "Não há prejuízo. Não há prejuízo para os agricultores italianos e franceses. Não há", afirmou ele. Mas o que acontece agora com o adiamento e a tentativa de esclarecer melhor toda a situação para os envolvidos?

O que levou ao adiamento da assinatura do acordo?

A assinatura do acordo estava programada para acontecer durante a cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu (PR), mas foi adiada principalmente devido às pressões internas de países europeus como França e Itália. A formalização foi adiada para janeiro, após a resistência encontrada pelos agricultores desses países.

Haddad enfatizou que é essencial compreender o caráter geopolítico do acordo, muito além do mero aspecto comercial. “O que está em jogo é um acordo de natureza política, com um sinal claro para o mundo de que não podemos voltar a um ambiente de tensão entre dois blocos fechados”, frisou o ministro.

Por que a resistência e qual a solução proposta?

A resistência ao acordo vem, em parte, da exploração política das sensibilidades internas, segundo Haddad. Mas o ministro tenta tranquilizar os opositores, afirmando que "não há prejuízo econômico para agricultores franceses e italianos", graças às salvaguardas previstas no texto negociado.

A urgência do acordo há mais de duas décadas reside na criação de uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, reunindo 722 milhões de consumidores e um PIB combinado de aproximadamente US$ 22 trilhões. Com essas cifras em mente, será que vale mesmo prolongar a situação em busca de um acordo mais bem fundamentado?

Qual o papel de Lula e Giorgia Meloni nessa questão?

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também está em ação, tentando harmonizar as relações e encontrar uma solução. Recentemente, ele conversou via telefone com Giorgia Meloni, primeira-ministra da Itália, que aparenta não se opor ao acordo, mas enfrenta desafios políticos internos que demandam tempo para serem superados. "Ela pediu paciência de uma semana, dez dias, no máximo um mês", Lula compartilhou.

Enquanto isso, a França continua a ser um dos principais opositores e está conduzindo articulações com outros países para postergar a assinatura. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, confirmou que os líderes da União Europeia decidiram adiar o tratado para o próximo ano.

Resta esperar agora se o tempo extra concedido resultará em avanços nas negociações ou se as divergências continuarão a frear o potencial deste acordo de proporções históricas.



Com informações da Agência Brasil

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