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ECONOMIA

Entenda o corte de incentivos fiscais aprovado pelo Congresso

O corte de incentivos fiscais acaba de ser aprovado pelo Congresso, e é tido como a principal estratégia do governo para equilibrar o Orçamento de 2026. Esse movimento pode elevar a arrecadação em aproximadamente R$ 22,4 bilhões no próximo ano. Além disso

21/12/2025

21/12/2025

O corte de incentivos fiscais acaba de ser aprovado pelo Congresso, e é tido como a principal estratégia do governo para equilibrar o Orçamento de 2026. Esse movimento pode elevar a arrecadação em aproximadamente R$ 22,4 bilhões no próximo ano. Além disso, envolvem-se tributações sobre empresas de apostas on-line (bets), fintechs e grandes corporações que remuneram seus sócios através de juros sobre capital próprio (JCP).

A aprovação contou com o aval da Câmara dos Deputados na quarta-feira e foi rapidamente sancionada pelo Senado no mesmo dia. Este projeto, agora, segue para a sanção presidencial por Luiz Inácio Lula da Silva. Conforme destacou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, essa medida é crucial para evitar um corte drástico de R$ 20 bilhões no orçamento do próximo ano.

Por que esse projeto é importante?

Este projeto essencial reduz em 10% parte dos incentivos fiscais, ampliando ao mesmo tempo os tributos sobre:

  • casas de apostas esportivas on-line (bets);
  • fintechs e outras instituições financeiras;
  • juros sobre capital próprio (JCP).

Além disso, estabelece normas mais rigorosas de controle e transparência, além de regulamentar a concessão de benefícios tributários.

Quais tributos sofrerão redução de benefícios?

A diminuição incide nos incentivos relacionados aos tributos:

  • PIS e Pasep;
  • Cofins e Cofins-Importação;
  • IPI, IRPJ e CSLL;
  • Imposto de Importação;
  • Contribuição previdenciária patronal.

Esses cortes tocam nos gastos tributários mencionados no Orçamento de 2026 e regimes especiais, sempre preservando as exceções especificadas.

Quem será mais afetado?

Entre os setores afetados pelos cortes, destacam-se:

  • Regime Especial da Indústria Química (Reiq);
  • Créditos presumidos de IPI para exportadoras;
  • Créditos presumidos de PIS/Cofins para os setores farmacêutico, agropecuário, e outros;
  • Alíquota zero de PIS/Cofins para importadores de fertilizantes e nafta petroquímica.

Sobre o lucro presumido, o projeto permite aumentar em 10% a base de cálculo, apenas para receitas brutas anuais que ultrapassarem R$ 5 milhões.

Quais são as exceções previstas?

Exceções estão asseguradas para:

  • Templos religiosos, partidos políticos, livros;
  • Zona Franca de Manaus;
  • Produtos da cesta básica;
  • Entidades sem fins lucrativos;
  • Empresas do Simples Nacional;
  • Programas habitacionais e educacionais;
  • Setores de tecnologia da informação e comunicação.

Benefícios por prazo determinado para empresas cumpridoras de contrapartidas legais também são preservados.

Como ficam as apostas?

Para as apostas, o tributo sobe gradualmente, aumentando de 12% para 15% até 2028, destinando metade adicional para seguridade social e saúde. Endurecimento fiscal e responsabilização por publicidade e operações não autorizadas também estão previstos.

Impactos nas fintechs: o que muda?

A CSLL nas fintechs passará de 15% para 17,5% em 2027 e para 20% em 2028. Outras instituições, como bolsas, aumentarão de 9% para 12% até 2027 e para 15% posteriormente.

Mudanças no JCP: quais são?

Impôs-se aumento de 15% para 17,5% no Imposto de Renda sobre JCPs, impactando grandes empresas que remuneram acionistas através deste método.

Novos limites para benefícios fiscais

Os incentivos não poderão exceder 2% do PIB sem compensação fiscal. Conforme prognozado, os benefícios podem atingir R$ 800 bilhões anualmente.

Crimes tributários em pauta

O projeto intensifica penas para crimes fiscais, especialmente se envolverem bens protegidos por imunidades constitucionais.

A questão dos “restos a pagar”

Revalidação de despesas não pagas desde 2023, somando até R$ 3 bilhões, está permitida até o final de 2026, inclusive para emendas parlamentares.

Quando essas alterações entram em vigor?

As medidas entram em vigor no dia 1º de janeiro de 2026, respeitando a noventena após a sanção presidencial.

*com informações das Agências Câmara e Senado



Com informações da Agência Brasil

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