A recente decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) marcou uma virada importante para os trabalhadores dos Correios, que estavam em greve há duas semanas. Na terça-feira (30), o TST considerou legal a paralisação e manteve as cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) anteriores, garantindo um reajuste salarial de 5,10% com base na inflação.
O julgamento, liderado pela ministra relatora Kátia Magalhães Arruda, foi apoiado pela maioria da Seção Especializada de Dissídios Coletivos do tribunal. Mesmo com a legalidade reconhecida, os dias parados serão descontados dos salários dos funcionários em três mensalidades. A greve começou no dia 16 de dezembro.
Como a decisão do TST impacta o futuro dos trabalhadores dos Correios?
Encerrando um capítulo importante das negociações, a decisão do TST trouxe alívio aos trabalhadores, garantindo a manutenção das cláusulas pré-existentes até 1º de agosto de 2026. Este prazo dá espaço para que as negociações se desenvolvam novamente no próximo ano, com expectativas de maior flexibilidade nos contratos ou possíveis cortes de benefícios.
Quais são os desafios financeiros enfrentados pelos Correios atualmente?
Os trabalhadores dos Correios estão imersos em um cenário de dificuldades financeiras. Recentemente, a empresa revelou planos de fechar até 6 mil agências e realizar 15 mil demissões voluntárias. Completamente pública, a estatal também estuda um aporte financeiro de R$ 12 bilhões, enquanto o debate sobre sua privatização continua.
O que pensa a liderança dos trabalhadores sobre a decisão?
O secretário-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), Emerson Marinho, expressou satisfação com a decisão. "O que conseguimos no tribunal reflete nossos esforços para assegurar nossos direitos, mesmo sem alcançar todas as demandas inicialmente desejadas. Passamos 16 dias reiterando que a categoria não é a causa da crise estatal", declarou Marinho, representando a liderança nas negociações.
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A situação dos Correios reflete um panorama desafiador, onde austeridade e negociação caminham lado a lado nas tentativas de estabilizar suas finanças. Esse episódio reforça a importância do diálogo constante entre empresas e trabalhadores na busca por soluções que atendam aos interesses de todos.
Com informações da Agência Brasil