Se você é um dos milhões de usuários do transporte urbano no Rio de Janeiro, há uma notícia que deve preparar seu bolso. A partir do próximo domingo, 4 de dezembro, a passagem de ônibus na cidade sofrerá um aumento, passando de R$ 4,70 para R$ 5. Essa decisão foi divulgada pelo prefeito Eduardo Paes no Diário Oficial do Município nesta terça-feira (30), e traz impactos não só para os ônibus, mas também para outros meios de transporte como BRTs e VLTs, além das vans e "cabritinhos".
O reajuste é de R$ 0,30, refletindo um aumento em torno de 6% na tarifa do transporte coletivo. Mas você sabia que, enquanto os passageiros pagam R$ 5, os consórcios responsáveis pelo transporte serão remunerados em R$ 6,60? Esse subsídio será desembolsado pela prefeitura, levando em conta a distância percorrida pelos ônibus na cidade. Curioso para entender como isso afeta o Bilhete Único Carioca e a política pública de transporte da cidade? Continue lendo para saber mais.
Por que a tarifa de ônibus está aumentando?
Esse reajuste segue parâmetros definidos na legislação municipal e em acordos judiciais firmados entre a prefeitura, o Ministério Público e os consórcios que operam o sistema de transporte. Esses consórcios incluem Intersul, Transcarioca, Internorte e Santa Cruz. A compreensão exata desses parâmetros é fundamental para entender por que, de tempos em tempos, as tarifas precisam ser reavaliadas.
Como o aumento afeta quem utiliza o Bilhete Único Carioca?
A mudança no preço das passagens também influenciará aqueles que usam o Bilhete Único Carioca. Neste sistema, o usuário pode fazer mais de uma viagem utilizando o mesmo bilhete, um elemento importante na mobilidade urbana. No entanto, com o aumento da passagem unitária para R$ 5, vale refletir sobre como isso pode impactar os gastos no fim do mês.
O que a remuneração dos consórcios revela?
Embora o passageiro gaste com a tarifa unitária de R$ 5, os consórcios de ônibus recebem R$ 6,60 por passagem. Esse valor é subsidiado pela prefeitura e calculado com base na quilometragem percorrida pelos ônibus. Esse detalhe destaca a complexidade do sistema de financiamento e subsídios do transporte público urbano e suscita a questão: como esses custos são distribuídos entre prefeitura, operadores e cidadãos?
Com informações da Agência Brasil