Em 2025, a balança comercial brasileira trouxe resultados intrigantes e complexos. Embora tenha encerrado o ano com um superávit menor em comparação a 2024, os dados de dezembro apresentaram o melhor desempenho para o mês desde 1989. O saldo anual de 2025 foi um superávit de US$ 68,293 bilhões, marcando uma redução de 7,9% em relação ao ano anterior. Quer saber o que guiou este ritmo e quais foram as expectativas e surpresas no cenário econômico? Continue a leitura!
Nem tudo foi queda: os números, divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), mostraram que 2025 registrou o terceiro maior superávit desde 1989. Mesmo com desafios no comércio global e uma queda nos preços das commodities, o Brasil mostrou resiliência. Mas, quais são os fatores que contribuíram para este desempenho?
O que levou ao superávit na balança comercial?
A combinação das incertezas econômicas e o impacto de grandes economias como os Estados Unidos trouxe desafios, mas não impediu que em 2025 as exportações somassem um aumento de 3,5%, alcançando US$ 348,676 bilhões. Esse crescimento das exportações foi ainda mais significativo se comparado ao comércio global, que cresceu apenas 2,4%, como destacou o ministro Geraldo Alckmin em coletiva de imprensa.

Como as importações afetaram o saldo final?
As importações, por outro lado, foram impulsionadas por uma maior demanda interna, atingindo US$ 280,382 bilhões, um aumento considerável de 6,7%. O crescimento econômico, com maior consumo e investimentos, especialmente em setores como a indústria de transformação, desempenhou papel crucial neste aumento.
Onde estão as projeções para o futuro?
Curiosamente, o superávit comercial de 2025 ultrapassou as expectativas governamentais. O Ministério projetava um superávit de US$ 60,9 bilhões, mas o resultado foi bem mais positivo. Isso demonstra não apenas a resiliência, mas também a capacidade de adaptação de diferentes setores frente às adversidades.
Quais setores se destacaram?
Várias indústrias contribuíram para o desempenho positivo, em especial no último mês do ano:
- Agropecuária: registrou crescimento de 43,5%, com destaques para a alta no volume e preço médio dos produtos como soja e milho;
- Indústria extrativa: teve alta de 53%, puxada principalmente por óleos brutos de petróleo e minério de ferro;
- Indústria de transformação: cresceu 11%, com aumentos expressivos na exportação de carne bovina e ouro não-monetário.
O que mudou e o que esperar das importações?
No campo das importações, a subida no consumo de produtos como soja e combustíveis destaca uma relação direta com o crescimento da economia. Com a recuperação pós-pandêmica, produtos que variam de fertilizantes a medicamentos ganharam espaço significativo entre as importações do Brasil.
A tendência é que, se mantiver o ritmo, o comércio internacional brasileiro continue a buscar formas de equilibrar as balanças comerciais, enquanto se adequa às novas realidades do mercado global. Fique atento aos próximos capítulos desta saga econômica que influencia diretamente o nosso dia a dia.
Com informações da Agência Brasil