O ano de 2025 foi desafiador para o comércio entre Brasil e Estados Unidos, marcado pelo tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump. Esse cenário resultou em um recuo de 6,6% nas exportações brasileiras para o mercado norte-americano, totalizando US$ 37,716 bilhões, em contraste com os US$ 40,368 bilhões de 2024. Em contrapartida, as importações de produtos dos EUA cresceram 11,3%, atingindo US$ 45,246 bilhões, contra os US$ 40,652 bilhões registrados no ano anterior. Essas tendências resultaram em um déficit de US$ 7,530 bilhões na balança comercial com os Estados Unidos.
Qual o impacto do tarifaço de Trump nas exportações brasileiras?
O resultado foi divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e ilustra como as medidas tarifárias de Trump impactaram negativamente as exportações brasileiras. Mesmo com o anúncio, em novembro, da retirada de uma tarifa adicional de 40% sobre certos produtos brasileiros, 22% das exportações continuaram sujeitas às tarifas impostas em julho, somando US$ 8,9 bilhões. Esse grupo inclui produtos com sobretaxa de 40% e os que acumulam essa taxa com uma tarifa-base de 10%.

Como o Brasil busca negociar? Qual a estratégia em jogo?
Diante desse cenário desafiador, o governo brasileiro, sob a liderança do vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin, mantém uma postura de diálogo constante com Washington. Alckmin afirmou que as negociações já resultaram na diminuição do número de produtos afetados e continuam com o objetivo de melhorar as condições para os 22% que ainda enfrentam tarifas pesadas. O governo visa um "ganha-ganha", explorando áreas como terras raras e datacenters, além de promover a aprovação da Redata, um regime especial que poderia estimular investimentos.
E quanto aos outros parceiros comerciais, como a China e a União Europeia?
Enquanto as exportações para os Estados Unidos registraram decréscimo, o comércio brasileiro com a China e a União Europeia exibiu progresso em 2025. As exportações brasileiras para a China aumentaram 6%, atingindo US$ 100,021 bilhões, e as importações cresceram 11,5%, resultando em um superávit de US$ 29,091 bilhões. Em relação à União Europeia, as exportações cresceram 3,2%, totalizando US$ 49,810 bilhões, porém as importações de produtos do bloco também subiram 6,4%, culminando em um déficit de US$ 480 milhões.
Com informações da Agência Brasil