Imagine um futuro onde caminhoneiros trafegam por estradas seguras e limpas, guiando veículos que não só protegem o meio ambiente, mas também impulsionam a economia local. Esse é o cenário promissor que o Programa Move Brasil busca promover, oferecendo financiamento com juros mais baixos para empresas de transporte de carga, cooperativas e caminhoneiros autônomos. Lançado nesta quinta-feira (8) pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, este programa vem com um compromisso inegável: unir a renovação da frota a critérios de sustentabilidade e incentivo à produção local.
O governo já se prontificou a injetar R$ 10 bilhões nessa importante iniciativa, com recursos do Tesouro Nacional e do BNDES, responsável por operar todas as linhas de crédito do Move Brasil. Bem impressionante, não? Desse total, R$ 1 bilhão será direcionado exclusivamente a caminhoneiros autônomos e cooperados, destacando a prioridade dada a esses profissionais essenciais para a movimentação da economia do país.
Como o programa Move Brasil está estruturado?
No último mês de dezembro, o governo já havia implementado importantes passos ao publicar uma Medida Provisória (MP) que autoriza o uso de recursos para financiar a renovação de frotas de caminhões. Esse movimento não apenas reforça as diretrizes de conteúdo local e sustentabilidade, mas também apoia a reciclagem através de portarias definidas pelo MDIC. Além disso, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu as condições financeiras das operações: vantagens especiais esperam aqueles que optarem por enviar seus veículos antigos para desmonte.
Por que a renovação da frota é crucial?
Como pontuou Alckmin durante sua visita a uma concessionária de caminhões em Brasília, ao substituir os veículos antigos por modelos novos e mais seguros, o programa não só protege o meio ambiente e saúde pública, mas também estimula a indústria e comércio nacional. Acompanhado pelo presidente e CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus, Roberto Cortes, Alckmin destacou como essa medida pode ser transformadora para o Brasil.
A medida terá impacto fiscal?
Tranquilamente, o Ministério da Fazenda já nos assegura que essa medida não afetará o fiscal primário, pois os financiamentos serão reembolsáveis, sem garantia da União, e o risco de crédito fica a cargo das instituições financeiras participantes. O valor máximo de financiamento por beneficiário pode chegar a R$ 50 milhões.
Quais são as condições do financiamento?
O prazo de reembolso chega a 60 meses e há uma carência de até seis meses para o pagamento da primeira parcela. Importante observar que não é permitida a capitalização de juros nesse período. As solicitações de financiamento devem ser feitas até 30 de junho de 2026, com a exigência de que o caminhão a ser adquirido seja fabricado a partir de 2012. Por fim, vale lembrar que caminhões movidos a eletricidade ou biometano terão condições de juros ainda mais vantajosas.
Então, está interessado em aproveitar essa oportunidade única? Leve em consideração que, para aproveitar as vantagens de envio de veículos antigos para desmonte, seu caminhão precisará estar em condições de rodagem, possuir licenciamento regular de 2024 em diante e ter data de emplacamento original superior a vinte anos. Além disso, é necessário providenciar a baixa definitiva no registro de trânsito e entregar a documentação à desmontadora em até 180 dias.
Com informações da Agência Brasil