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ECONOMIA

Empresariado brasileiro comemora avanço no acordo com União Europeia

A recente aprovação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia marca um divisor de águas para as relações internacionais do Brasil. Após 25 anos de intensas negociações, o aval do bloco europeu veio na última sexta-feira (9), exigindo

09/01/2026

09/01/2026

Aprovação do acordo Mercosul e União Europeia

A recente aprovação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia marca um divisor de águas para as relações internacionais do Brasil. Após 25 anos de intensas negociações, o aval do bloco europeu veio na última sexta-feira (9), exigindo a aprovação de 15 dos 27 Estados-membros, que somam ao menos 65% da população total do bloco. Para muitos, esse acordo é mais do que uma vitória política; ele representa novas oportunidades econômicas tanto para o Brasil quanto para a América Latina.

O acordo foi celebrado com entusiasmo por entidades empresariais e industriais brasileiras, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Considerado um passo significativo para a inserção do Brasil no cenário internacional, ele é visto como um catalisador para o fortalecimento da indústria nacional. Em 2024, a União Europeia foi o destino de 14,3% das exportações brasileiras, gerando inúmeros empregos e movimentando dezenas de bilhões de reais na economia nacional. É como o presidente da CNI, Ricardo Alban, declarou: "A aprovação do acordo é um passo decisivo e cria as condições políticas necessárias para avançarmos rumo à assinatura."

Por que as indústrias estão otimistas com este acordo?

Converse com qualquer pessoa da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) e eles lhe dirão: o acordo consolida um momento estratégico sem precedentes. Com o acesso expandido a um dos maiores mercados consumidores do mundo, a indústria química se prepara para uma revolução que promete alavancar a inovação e a sustentabilidade. Segundo André Passos Cordeiro, presidente-executivo da Abiquim, o tratado é uma oportunidade de reposicionar a indústria química nacional em cadeias de valor agregado global.

É um cenário similar na Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). Eles veem no acordo uma resposta à turbulência geopolítica atual. A zona de livre comércio pode impulsionar exportações em até 30% no médio prazo, diversificando fornecedores e aprimorando a produção industrial.

O que esperar do papel das federações estaduais de indústria?

Diante da magnitude do pacto, entidades estaduais como a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) mostram-se bastante engajadas. Paulo Skaf, presidente da Fiesp, ressalta a necessidade de inovação e competitividade das indústrias brasileiras. "O real trabalho começa agora," afirma Skaf, sublinhando o compromisso com a excelência dentro das fábricas.

Da mesma forma, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) vê o acordo como uma ponte para um aumento significativo na troca comercial e no crescimento do PIB industrial brasileiro, enquanto a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) frisa a necessidade de cautela ao analisar os impactos do tratado. Eles destacam a possibilidade de o acordo beneficiar setores como café, mineração, siderurgia e celulose, mas atentos às exigências regulatórias e sanitárias.

Qual é a visão da agricultura sobre essa nova fase comercial?

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) não esconde a satisfação. Para Tirso Meirelles, uma parceria bilateral deste tipo é fundamental, especialmente após sanções americanas que dificultaram o comércio. No entanto, as salvaguardas de países como Itália e França, que pretendem proteger suas produções locais, são vistas como um alerta. Meirelles chama a atenção para o leite em pó: "Há mais de um ano estamos denunciando a importação desenfreada, comprometendo a cadeia do leite." É hora de o governo brasileiro ser um aliado do setor produtivo, defende ele.

Com a colaboração de Flávia Albuquerque, o texto destaca as expectativas e desafios que esse novo tratado pode trazer para a economia brasileira. Com seus impactos previsíveis e as precauções necessárias, o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia tem potencial para desencadear uma nova era no comércio internacional brasileiro.



Com informações da Agência Brasil

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