Você se lembra daquele apagão em São Paulo no último dezembro? Aquela foi mesmo uma situação complicada. A Enel, empresa que distribui energia elétrica por lá, vem agora confirmando que o número de clientes afetados foi significativamente maior do que o informado inicialmente. O impacto abrangeu 4,4 milhões de clientes, muito além dos primeiros 2 milhões anunciados.
No calor dos acontecimentos, a Enel divulgou que 2 milhões de clientes na capital e na região metropolitana foram afetados simultaneamente pelo fenômeno climático. Esse número correspondia, de fato, ao pico registrado ao vivo em meio ao ciclone que varreu a cidade nos dias 10 e 11 de dezembro.
O que realmente aconteceu na tempestade de dezembro?
Analisando os dados depois do ocorrido, a Enel percebeu que as rajadas de vento, que duraram 12 horas ininterruptas, provocaram um efeito cascata nos cortes de energia. Segundo comunicados da empresa, enquanto umas áreas eram religadas, o vendaval acabava impactando outros tantos bairros. Assim, o total de afetados foi revisto para um número bem superior.
Essas informações foram cuidadosamente auditadas pela própria Enel e encaminhadas à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no meio do mês de dezembro.
Como o governo reagiu à crise na energia?
O desenrolar da crise não foi fácil. Tanto o governo de São Paulo quanto a prefeitura decidiram reagir de modo enérgico, solicitando o rompimento do contrato com a Enel. Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes, aliados ao Ministério das Minas e Energia, devem levar o pedido de caducidade para a Aneel o mais rápido possível. E isso não é tudo, o próprio presidente Lula exigiu uma investigação sobre as brechas no serviço da Enel na região.
O que sabemos sobre a ventania em São Paulo?
A tempestade que despencou sobre São Paulo foi desencadeada por um ciclone extratropical, que fez as árvores caírem como dominós, e muitas destas atingiram a rede elétrica. Os ventos chegaram a 98 km/h na região metropolitana, um verdadeiro desastre para a infraestrutura e, como resultado, a energia foi interrompida em diversas localidades.
Sem dúvida, os últimos dias de 2025 deixaram uma marca nas cidades paulistas, uma tempestade que ainda repercute entre os moradores e autoridades, trazendo à tona questões sobre a resiliência e a eficiência dos serviços essenciais fornecidos às populações urbanas. Vamos aguardar os próximos capítulos dessa batalha pelo direito ao serviço contínuo e seguro.
Com informações da Agência Brasil