As últimas notícias sobre a indústria de transformação revelam um cenário contraditório em novembro de 2025: enquanto o faturamento real teve um aumento, o mercado de trabalho do setor continua em desaceleração. Dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indicam que o emprego industrial caiu pelo terceiro mês consecutivo, mesmo com a recuperação pontual das atividades.
O declínio do emprego, que se intensificou desde setembro, é um reflexo direto do aperto monetário e do enfraquecimento constante da atividade industrial ao longo do segundo semestre do ano. Quer entender mais sobre como essa dinâmica está se desenrolando e impactando o seu dia a dia? Continue lendo!
Como está o desempenho do mercado de trabalho industrial?
Mesmo que alguns indicadores tenham apresentado melhora em novembro, eles ainda são insuficientes para compensar as perdas acumuladas no ano.
- Massa salarial real: viu uma alta de 1,5% em novembro, contrastando com quatro quedas consecutivas, mas, no acumulado de 2025, houve uma retração de 2,3%.
- Rendimento médio real: subiu 1,6% no mês, porém apresenta uma queda de 4% de janeiro a novembro.
Quais são os principais números da indústria em novembro?
Os dados revelam que a indústria vive uma fase de altos e baixos. Vamos ao que mais se destacou:
- Faturamento real: aumentou 1,2% em comparação a outubro;
- Emprego industrial: caiu 0,2% no terceiro mês de retração consecutiva;
- Emprego desde setembro: recuou acumuladamente 0,6%;
- Emprego no ano: ainda assim, continua com alta de 1,7% entre janeiro e novembro de 2025.
Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, explica que "somente após meses de resultados mais fracos da atividade industrial, o emprego passou a ser afetado". Ele ainda destaca o custo de demissões e recontratações, que impactam especialmente indústrias que exigem mão de obra qualificada.
Por que a indústria está perdendo fôlego?
Apesar do incremento do faturamento em novembro, a atividade industrial demonstra sinais de desaceleração ao longo de 2025.
- Faturamento acumulado em 2025: crescimento de apenas 0,3%;
- Horas trabalhadas na produção: diminuiu 0,7% em novembro, com uma alta de 0,9% no acumulado do ano;
- Utilização da Capacidade Instalada (UCI): caiu 0,6 ponto percentual em novembro, chegando a 77,5%, 2,4 pontos percentuais abaixo do nível de novembro de 2024.
As circunstâncias refletem um cenário de predomínio de juros altos e menor dinamismo na demanda, o que coloca em xeque o ritmo da indústria, especialmente na segunda metade do ano, conforme relatado pela CNI.
Com informações da Agência Brasil