Investir no desenvolvimento econômico e logístico do país é essencial para o futuro. A Petrobras, em parceria com a Transpetro, anunciou um investimento robusto de R$ 2,9 bilhões visando expandir sua frota com cinco novos navios gaseiros, 18 barcaças e 18 empurradores. Essa iniciativa audaciosa pretende aumentar significativamente a capacidade de transporte de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) e seus derivados, trilha que impulsionará a eficiência logística e a flexibilidade operacional da empresa.
Essa estratégia visa reduzir a dependência de afretamentos, um movimento que promete trazer maior flexibilidade para as operações logísticas. Os novos navios gaseiros serão até 20% mais eficientes em termos de consumo de energia e reduzirão em 30% as emissões de gases de efeito estufa. Além disso, terão a capacidade de operar em portos eletrificados, o que é um avanço significativo em direção à sustentabilidade e à modernização das operações.
Qual é o impacto das novas embarcações na logística interior?
Com as novas barcaças e empurradores, a Transpetro está prontos para explorar a navegação interior, focando em águas abrigadas ou parcialmente abrigadas, como rios e lagos. Essa expansão permitirá a criação de uma frota própria para abastecer polos estratégicos em localidades como Belém, Rio de Janeiro, Santos, Paranaguá e Rio Grande. Essa mudança marca uma nova era para a Transpetro e sua presença nas águas brasileiras.
O que é o Programa Mar Aberto?
Essas embarcações fazem parte do Programa Mar Aberto, iniciativa que visa renovar e expandir a frota do Sistema Petrobras. O programa, com um investimento de cerca de R$ 32 bilhões (equivalente a US$ 6 bilhões), prevê a construção de 20 navios de cabotagem, além de barcaças, empurradores e o afretamento de 40 novas embarcações de apoio. A cerimônia de assinatura dos contratos de construção ocorre nesta terça-feira, em Rio Grande, com a presença do presidente Lula.
Quem ficará responsável pela construção das novas embarcações?
Os contratos para a construção das embarcações serão executados em estaleiros localizados em três estados do Brasil. O Estaleiro Rio Grande, no Rio Grande do Sul, será responsável pelos gaseiros. No Amazonas, as 18 barcaças serão construídas pelo estaleiro Bertolini Construção Naval da Amazônia. Já em Santa Catarina, o estaleiro Indústria Naval Catarinense ficará encarregado da construção dos 18 empurradores.
Essa estratégia de fortalecimento logístico promete não apenas modernizar a frota nacional, mas também contribuir significativamente para a economia do país e a sustentabilidade das operações marítimas.
Com informações da Agência Brasil