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ECONOMIA

BRB descarta risco de intervenção e estuda vender ativos do Master

O Banco de Brasília (BRB) afastou qualquer temor de intervenção em suas operações e garantiu ter patrimônio suficiente para lidar com os desdobramentos das investigações ligadas ao Banco Master. A notícia veio em resposta a rumores sobre a urgência de um

19/01/2026

19/01/2026

O Banco de Brasília (BRB) afastou qualquer temor de intervenção em suas operações e garantiu ter patrimônio suficiente para lidar com os desdobramentos das investigações ligadas ao Banco Master. A notícia veio em resposta a rumores sobre a urgência de um aporte de capital, que o banco rapidamente desmentiu, reafirmando sua saúde financeira e capacidade de enfrentar a crise. Controlado pelo governo do Distrito Federal, o BRB anunciou estar avaliando a venda de ativos recuperados do banco envolvido nas investigações, como estratégia para reforçar sua segurança financeira.

O BRB também esclareceu que qualquer decisão sobre a recapitalização aguardará o término das auditorias independentes e análises do Banco Central. Enquanto isso, a instituição crê na suficiência de seus planos de recomposição de capital, destacando que eventuais aportes de seu controlador não serão realizados em detrimento dos recursos voltados a políticas públicas. A tranquilidade foi reforçada por uma declaração do Ministério da Fazenda, que negou diálogos sobre socorro financeiro imediato ao BRB.

O que o banco está fazendo para garantir sua estabilidade financeira?

Atualmente, o BRB encontra-se sob auditoria independente e acompanhamento do Banco Central, que investigam eventuais prejuízos no balanço da instituição. Com isso, o banco ainda não apresentou seus resultados financeiros do terceiro trimestre, evitando especulações baseadas em dados não oficiais. A instituição assegura que realiza operações normalmente, mantendo o foco na transparência durante o processo de auditoria.

Como a crise do Banco Master impactou o BRB?

O impacto veio com o envolvimento do BRB em transações relacionadas ao Banco Master, que enfrenta acusações de fraude em suas carteiras de crédito. O BRB havia adquirido R$ 12,2 bilhões dessas carteiras que foram em parte consideradas fraudulentas, com o remanejamento ainda em andamento. Além disso, o banco estatal investiu mais de R$ 5 bilhões em outras operações com o Master, intensificando a necessidade de avaliação dos impactos dessas transações.

Quais medidas foram tomadas para corrigir o desenquadramento das exigências do Banco Central?

Como consequência das operações com o Banco Master, o BRB descumpriu temporariamente algumas exigências prudenciais do Banco Central, mas não deixou de atuar para regularizar a situação. Em resposta, o BC impôs limitações sobre novas aquisições e exigiu um plano de solução em seis meses. A administração reformulada do BRB trabalha para corrigir esses desenquadramentos, tendo já iniciado ações corretivas para retomar a conformidade.

O cenário tem atratividade política e financeira, considerando o suporte do Governo do Distrito Federal como uma força propulsora para a estabilização do BRB. Contudo, a instituição enfatiza que nenhuma medida foi formalmente exigida pelo Banco Central a este respeito.



Com informações da Agência Brasil

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