28° 26° | Rio de Janeiro - RJ

Dólar |

Euro |

Peso | 3.20


lupa
lupa
lupa
ECONOMIA

Conselho amplia poderes do FGC para socorrer banco antes da liquidação

As novas mudanças no estatuto do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), aprovadas em 22 de janeiro pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), prometem mexer com o cenário financeiro das instituições no Brasil. Mas o que isso significa para o sistema financeiro?

23/01/2026

23/01/2026

As novas mudanças no estatuto do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), aprovadas em 22 de janeiro pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), prometem mexer com o cenário financeiro das instituições no Brasil. Mas o que isso significa para o sistema financeiro? As medidas, que entram em jogo antes da liquidação pelo Banco Central, podem ser uma jogada de mestre para evitar crises financeiras mais profundas.

Mas o que está por trás dessa decisão? O contexto dessas alterações foi precipitado pela crise do grupo Master, liquidado em 2025, que trouxe à tona um impacto colossal de R$ 50 bilhões para o FGC. A partir de 19 de janeiro de 2026, o FGC já começou os pagamentos aos investidores, tentando trazer alívio aos que apostaram suas economias em produtos cobertos por essa instituição.

Quais são as novas capacidades do FGC?

Pelas regras remodeladas, o FGC pode, agora, atuar em cenários de “dificuldade financeira relevante” antes que uma liquidação seja decretada. Isso significa que frente a uma crise reconhecida pelo Banco Central, o FGC pode intervir de forma mais flexível, buscando maneiras menos drásticas para superar o problema, evitando assim uma possível falência.

As novas medidas sugerem métodos como a troca de controle da instituição financeira em crise ou a transferência de ativos e passivos para outras instituições. De acordo com o FGC, a intenção é manter serviços acessíveis ao consumidor e reduzir custos e perdas financeiras.

"A ideia é reduzir a possibilidade de contaminação do sistema financeiro, diminuindo riscos sistêmicos", informou o FGC em nota.

Quais outras mudanças foram introduzidas?

Além disso, o CMN trouxe alterações no artigo 7º do regulamento do FGC, que agora permite que o conselho de administração sugira mudanças nas contribuições das instituições associadas. Sempre que precisar, o CMN, com o Banco Central, analisará essas propostas. Vale ressaltar que, por enquanto, não há deliberações sobre aumento nas alíquotas.

Para lidar com a questão da liquidez e os desafios financeiros, o FGC poderá antecipar contribuições em até cinco anos e propor cobranças extraordinárias. Estas táticas poderiam cobrir prejuízos como aqueles gerados pelos casos Master e Will Bank, com um desembolso de R$ 47 bilhões, uma fração significativa do patrimônio do fundo.

Como isso afeta os correntistas?

Outra mudança é a exigência para que o pagamento das garantias comece em até três dias após o recebimento da documentação dos liquidantes, trazendo maior agilidade e proteção para os correntistas. As regras também elucidam a correção de dados e ampliam a transparência quanto ao saldo dos instrumentos garantidos. As garantias do FGC continuam cobrindo até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição, protegendo investidores perante falências bancárias.

Com essas mudanças, o FGC visa maior estabilidade no Sistema Financeiro Nacional, alinhando-se aos padrões globais. Vale a pena ficar de olho nos desenvolvimentos futuros e no impacto que eles podem ter nos seus investimentos.



Com informações da Agência Brasil

Tags