Hoje foi um dia de grande alegria para o mercado financeiro, com a queda significativa do dólar e números recordes na bolsa de valores. Em um cenário raro e eufórico, a moeda norte-americana caiu chegando ao seu menor valor em um intervalo de 20 meses, enquanto a bolsa rompeu a barreira simbólica dos 180 mil pontos, registrando uma alta quase surreal de 2%. Será que essa tendência vai continuar nos acompanhando nos próximos dias?
O dólar comercial fechou esta terça-feira, 27 de janeiro, cotado a R$ 5,206, marcando uma queda expressiva de R$ 0,074 ou 1,41%. Durante todo o expediente, a moeda operou com tendência de baixa e terminou o dia próxima à mínima, um sinal do otimismo que contagiou os investidores.
Por que o dólar caiu tanto hoje?
A moeda estadunidense chegou ao seu patamar mais baixo desde o final de maio de 2024, quando bateu R$ 5,15. Nesse início de ano, só em 2026, a divisa já acumula uma queda de 5,16%. Mas o que provocou uma queda tão acentuada em meio a tantas incertezas?
Como a bolsa de valores atingiu novo recorde?
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou aos 181.919 pontos, um salto de 1,79%, atingindo um novo recorde histórico. Esse momento positivo se deve não apenas a fatores externos, mas também a indicadores internos que alimentam a confiança dos investidores. O capital estrangeiro tem encontrado no Brasil um destino promissor, atraído pela migração de recursos oriundos dos Estados Unidos, um movimento impulsionado pelas ações recentes do ex-presidente Donald Trump em relação à Groelândia e às tarifas sobre a União Europeia.
O que esperar da inflação e juros no Brasil?
Internamente, a divulgação da desaceleração da inflação oficial em janeiro foi um fator animador para o mercado, ajudando a impulsionar a bolsa. A maioria dos investidores acredita que o Banco Central só deve começar a cortar os juros básicos na reunião de março. No entanto, não está descartada a possibilidade de já vermos uma redução na Taxa Selic, que pode ser decidida na reunião de amanhã.
* Com informações da Reuters
Com informações da Agência Brasil