30° 22° | Rio de Janeiro - RJ

Dólar |

Euro |

Peso | 3.20


lupa
lupa
lupa
ECONOMIA

BC confirma corte da Selic em março, mas manterá juros restritivos

O Banco Central (BC) já se prepara para uma mudança importante nas taxas de juros, com início na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em março. No entanto, não espere reduções drásticas, pois a instituição avisou que embora os cortes oc

03/02/2026

03/02/2026

O Banco Central (BC) já se prepara para uma mudança importante nas taxas de juros, com início na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em março. No entanto, não espere reduções drásticas, pois a instituição avisou que embora os cortes ocorram, os juros ainda se manterão em níveis elevados.

Essa informação foi divulgada na ata da última reunião do Copom, e é um indício de que o mercado precisará se ajustar a um novo ciclo de políticas monetárias. Na última decisão, a taxa Selic – os juros básicos da economia – foi mantida em 15% ao ano, já registrando a quinta manutenção consecutiva. Leia mais aqui.

O que os próximos cortes de juros significam para a economia?

“Em um ambiente com inflação mais baixa e com uma política monetária surtindo mais efeito, a estratégia propõe ajustar os juros. Se tudo correr como esperado, a política monetária começará a se flexibilizar, mantendo sempre o controle necessário para que a inflação se alinha à meta”, segundo a ata. Calculando os prós e contras, o BC enfatizou a importância de manter um ritmo consistente na política de juros.

“O compromisso com a meta impõe serenidade quanto ao ritmo e à magnitude do ciclo, que dependerão da evolução de fatores que permitam maior confiança no atingimento da meta para a inflação no horizonte relevante para a condução da política monetária”, afirmou o BC.

Atualmente, a meta de inflação fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para este ano, a previsão do mercado é de que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fique em 3,99%, dentro dos parâmetros.

Por que a manutenção de juros elevados ainda é considerada necessária?

De acordo com o BC, a decisão de manter os juros ainda altos está ligada à persistência de fatores que influenciam os preços, como o dinamismo no mercado de trabalho. A taxa de desemprego continua baixa e os salários reais sobem além da produtividade, o que influencia diretamente os preços dos produtos e serviços.

“A moderação e a própria heterogeneidade das trajetórias de crescimento entre diferentes setores e mercados são compatíveis com a política monetária em curso. Mercados mais sensíveis às condições financeiras apresentam maior desaceleração, ao passo que mercados mais sensíveis à renda apresentam maior resiliência”, explicou o BC.

Os analistas do mercado financeiro apostam que a Selic cairá para 14,5% até março e pode encerrar 2026 a 12,25%.

Quais são os desafios internos e externos para a política econômica do Brasil?

O BC observa que o contexto internacional ainda traz incertezas, especialmente pela política econômica dos Estados Unidos, afetando o cenário financeiro global. “Este panorama exige cautela de países emergentes, especialmente em tempos de tensões geopolíticas”, destacou a ata.

Domesticamente, a solidez fiscal é vital para controlar a inflação. O Copom lembrou que uma política fiscal consistente não só impulsiona a demanda no curto prazo como também contribui para a confiança do mercado quanto à sustentabilidade da dívida.

Uma política fiscal contracíclica é necessária para reduzir o "prêmio de risco", ou seja, os juros elevados que o mercado exige em troca de empréstimos ao governo. A falta de reformas e uma administração fiscal frágil podem aumentar a taxa de juros neutra da economia, exigindo maior esforço na política monetária para controlar a inflação.



Com informações da Agência Brasil

Tags