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ECONOMIA

BNDES libera R$ 280 mi para fábrica de bateria da transição energética

Imagine uma gigante da tecnologia brasileira apostando em soluções sustentáveis para o futuro. É exatamente isso que a WEG está fazendo com um novo e ambicioso projeto que envolve um financiamento de R$ 280 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Eco

04/02/2026

04/02/2026

Imagine uma gigante da tecnologia brasileira apostando em soluções sustentáveis para o futuro. É exatamente isso que a WEG está fazendo com um novo e ambicioso projeto que envolve um financiamento de R$ 280 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Este investimento visa a construção da maior fábrica do Brasil dedicada a sistemas de armazenamento de energia em baterias, conhecidos como Bess (Battery Energy Storage System). Mas o que isso significa para o Brasil e para o mundo?

A nova unidade fabril, que será erguida em Itajaí, Santa Catarina, promete não apenas impulsionar a economia local com a criação de 90 empregos, mas também ser uma peça crucial no quebra-cabeça da transição energética. A missão é clara: contribuir para um futuro onde as fontes renováveis, como a energia eólica e solar, sejam utilizadas com mais eficiência, mesmo considerando a intermitência climática.

Qual o papel da nova fábrica na transição energética?

Com a construção programada para começar em breve e previsão de conclusão em 2027, a fábrica de Bess da WEG trará inovações que garantirão que a energia proveniente de fontes renováveis não seja desperdiçada. Quando a geração de energia excede o consumo, os sistemas Bess armazenam o excedente para ser usado quando a produção não atende às necessidades. Essa tecnologia ajuda a estabilizar as redes elétricas, tornando-as mais eficientes e confiáveis.

Este projeto está alinhado com a estratégia do governo de fomentar fontes renováveis, visto também na proposta do Leilão de Reserva de Capacidade para integrar Bess ao sistema elétrico, uma iniciativa ainda em consulta pública.

Por que esse financiamento é importante?

O empréstimo obtido pela WEG faz parte do programa BNDES Mais Inovação, que canaliza recursos para projetos que estimulam a inovação e digitalização. Um dos objetivos é transformar minerais estratégicos em soluções para a transição energética e a redução das emissões, e o lítio é um componente vital nesse processo.

A WEG, conhecida por seus equipamentos eletroeletrônicos, como motores e geradores, utilizará esta operação para reforçar sua capacidade de inovar no mercado global e nacional.

Como a nova planta impacta o cenário global?

Com um aumento na capacidade produtiva para até 2 gigawatt-hora (GWh), a nova fábrica não é apenas uma ação local, mas uma resposta às demandas globais por energias mais limpas. A automação será um dos pilares da planta, com robôs móveis autônomos nos movimentos internos, e incluirá até mesmo um laboratório destinado a testes e desenvolvimento.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, enalteceu o papel do financiamento na segurança energética e na resiliência da rede elétrica brasileira, promovendo ainda mais a expansão das fontes renováveis.

Como isso fortalece a posição da WEG no mercado?

Com mais de meio século de atuação, a WEG se consolidou no cenário internacional, gerando 57% de seu faturamento de R$ 38 bilhões fora do Brasil. Essa nova empreitada não é apenas um investimento financeiro, mas uma estratégia de longo prazo para posicionar a empresa e o Brasil como líderes na corrida para a transição energética.

Como coloca o presidente da WEG, Alberto Kuba, o investimento é um passo decisivo para garantir competitividade no cenário global, ao mesmo tempo em que fortalece a presença do Brasil nesse setor em expansão.



Com informações da Agência Brasil

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