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ECONOMIA

Exportações aos EUA caem 25,5% em janeiro, mas vendas à China sobem

O impacto das medidas tarifárias nas exportações brasileiras para os Estados Unidos não dá sinais de melhora. Pelo sexto mês consecutivo, desde o famoso "tarifaço" do governo de Donald Trump, as exportações brasileiras para os EUA registram queda signific

05/02/2026

05/02/2026

O impacto das medidas tarifárias nas exportações brasileiras para os Estados Unidos não dá sinais de melhora. Pelo sexto mês consecutivo, desde o famoso "tarifaço" do governo de Donald Trump, as exportações brasileiras para os EUA registram queda significativa. Em contraste, o comércio com a China continua florescendo, proporcionando números mais positivos para as exportações brasileiras. Quais são os cenários futuros para o comércio exterior brasileiro frente a essas mudanças?

De acordo com dados recentes divulgados em Brasília pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), em janeiro, as vendas para os Estados Unidos totalizaram US$ 2,4 bilhões, uma queda de 25,5% em comparação com os US$ 3,22 bilhões no mesmo mês do ano anterior. Além disso, as importações de produtos norte-americanos também apresentaram redução de 10,9%, somando US$ 3,07 bilhões. Com esse cenário, a balança comercial bilateral resultou em um déficit de US$ 670 milhões para o Brasil.

Por que o comércio com os Estados Unidos está em declínio?

Essa retração marca o sexto mês consecutivo de queda nas vendas brasileiras aos EUA, desde que o governo de Donald Trump decidiu aplicar uma sobretaxa de 50% sobre produtos do Brasil, lá em meados de 2025. Embora parte da taxa tenha sido revista no final do ano passado, o Mdic ainda estima que 22% das exportações brasileiras continuem submetidas às alíquotas extras, que oscilam entre 40% e 50%.

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O que torna a China uma exceção?

No caminho oposto ao dos Estados Unidos, o comércio com a China apresenta resultados animadores. As exportações brasileiras para o gigante asiático aumentaram 17,4% em janeiro, atingindo US$ 6,47 bilhões, comparando com os US$ 5,51 bilhões um ano antes. Houve também uma redução nas importações da China de 4,9%, resultando em um superávit mensal de US$ 720 milhões para o Brasil.

Com isso, a corrente de comércio entre Brasil e China, que é a soma de importações e exportações, chegou a US$ 12,23 bilhões em janeiro, um aumento de 5,7%. Em contraste, a corrente de comércio com os Estados Unidos caiu 18%, chegando a US$ 5,47 bilhões.

Como estão os outros mercados?

Mesmo com um superávit de US$ 310 milhões no comércio com a União Europeia, a corrente comercial com o bloco recuou 8,8% em relação a janeiro de 2025. As exportações para essa região tiveram uma redução de 6,2%, enquanto as importações diminuíram 11,5%.

Já com a Argentina, o Brasil conseguiu manter um superávit de US$ 150 milhões, apesar de uma considerável retração de 19,9% no comércio bilateral. As exportações brasileiras para o nosso país vizinho diminuíram 24,5% e as importações caíram 13,6%.

O cenário do comércio exterior brasileiro é desafiador, mas ao mesmo tempo oferece oportunidades em mercados onde o Brasil consegue ser mais competitivo. A China surge como um parceiro estratégico, enquanto ajustes e negociações ainda são necessários para reverter o cenário com os Estados Unidos e outros parceiros comerciais.



Com informações da Agência Brasil

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