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ECONOMIA

FGC aprova plano emergencial para cobrir rombo do Banco Master

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) está em um momento crítico. Após a liquidação do Banco Master, uma medida emergencial foi aprovada pelo conselho do fundo para garantir sua liquidez. Você sabia que o FGC é mantido pelas instituições financeiras exatame

10/02/2026

10/02/2026

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) está em um momento crítico. Após a liquidação do Banco Master, uma medida emergencial foi aprovada pelo conselho do fundo para garantir sua liquidez. Você sabia que o FGC é mantido pelas instituições financeiras exatamente para cobrir quebras e liquidações? Bem, eles estão agindo rápido para que tudo esteja normalizado até o final do primeiro trimestre.

O plano deles é interessante: antecipar cinco anos de contribuições futuras dos bancos associados, em parcelas mensais. Além disso, preveem antecipações adicionais em 2027 e 2028. Isso significa que, no total, poderíamos ver sete anos de contribuições sendo adiantadas. Parece bastante, não é?

Como será feita a recomposição do FGC após o caso Banco Master?

Os bancos associados ao FGC terão que ajustar suas contribuições mensais, com um aumento temporário que varia entre 30% e 60%, como parte dessa estratégia emergencial. Esse novo valor deve valer por pelo menos cinco anos. Atualmente, os bancos recolhem 0,01% mensalmente sobre o total dos instrumentos financeiros cobertos pelo fundo. Para os Depósitos a Prazo com Garantia Especial (DPGE), as alíquotas são variáveis e dependem das emissões.

Ainda em discussão, está a possibilidade do uso de recursos do compulsório dos depósitos à vista dos bancos, guardados no Banco Central. No entanto, isso ainda aguarda aprovação.

Quais foram os impactos financeiros e as medidas já adotadas?

Até agora, o FGC já desembolsou aproximadamente R$ 36 bilhões, de um total de mais de R$ 40 bilhões destinados a cobrir os credores do Banco Master. Há também o caso do Will Bank, que era parte do conglomerado e teve as operações liquidadas depois, previsto para receber cerca de R$ 6,3 bilhões em garantias. Além disso, parte das perdas é referente a linhas de crédito que o FGC estendeu a empresas do grupo Master.

Reformas e governança: O que esperar do fundo?

A recomposição do caixa do FGC é apenas o começo. O setor financeiro está de olho em uma reforma mais ampla nas regras do fundo. As sugestões preliminares incluem um aumento na fiscalização dos balanços das instituições associadas, ajustes nos níveis de alavancagem e uma diminuição na concentração de produtos financeiros em poucas plataformas.

Esse ponto é crítico, especialmente para os grandes bancos, que têm observado certas plataformas menores usarem o FGC para aumentar seus balanços, emprestando e, consequentemente, precisando do fundo para cobrir eventuais perdas.



Com informações da Agência Brasil

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