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ECONOMIA

Espírito Santo é 2º maior produtor de petróleo com Campo de Jubarte

Em um movimento que destaca sua importância no cenário nacional, o Espírito Santo reassumiu a vice-liderança na produção de petróleo do Brasil após seis anos, impulsionado pela robusta produtividade do Campo de Jubarte. Localizado na famosa região do Parq

11/02/2026

11/02/2026

Em um movimento que destaca sua importância no cenário nacional, o Espírito Santo reassumiu a vice-liderança na produção de petróleo do Brasil após seis anos, impulsionado pela robusta produtividade do Campo de Jubarte. Localizado na famosa região do Parque das Baleias, na Bacia de Campos, este campo tornou-se o motor por trás do avanço capixaba, superando a produção do estado de São Paulo. Mas qual é o impacto real desse marco para a economia regional e o que vem a seguir?

Conforme o boletim de produção recente divulgado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o Espírito Santo alcançou uma produção significativa de cerca de 193 mil barris de petróleo por dia em 2025. Esta cifra notável corresponde a 5,1% da produção total do país, enquanto São Paulo, agora em terceiro, produziu 184,5 mil barris, equivalente a 4,9%. A força motriz por trás desse crescimento foi, sem dúvida, o aumento de 24,5% na produção capixaba em apenas um ano.

Como a plataforma Maria Quitéria alavancou o Espírito Santo?

O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) elogia o Campo de Jubarte, responsável por 77,3% de toda a produção estadual. Este campo não apenas teve um crescimento prodigioso de 32,8% de 2024 para 2025, mas também foi impulsionado pela operação do navio-plataforma FPSO Maria Quitéria. Com uma impressionante capacidade de produzir 100 mil barris de petróleo e processar 5 milhões de metros cúbicos de gás natural diariamente, a plataforma se tornou um pilar essencial.

Graças ao FPSO Maria Quitéria, Jubarte tornou-se o quinto maior campo produtor do Brasil, consolidando uma média diária de 152 mil barris ao final de 2025. Isso não só reafirmou sua importância estratégica, mas também alimentou o desenvolvimento econômico regional.

Qual o histórico e as projeções para o futuro?

A Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) relembra que, de 2007 a 2018, o estado consistentemente manteve a segunda posição no ranking nacional, até ser superado por São Paulo entre 2019 e 2024. Contudo, com a reativação prevista do FPSO Maria Quitéria ainda este mês, após uma pausa para reparos, espera-se um crescimento adicional na produção.

O presidente da Findes, Paulo Baraona, destaca a contribuição significativa do setor petrolífero para o crescimento industrial do estado, o qual registrou uma alta expressiva de 11,6% na produção industrial em 2025, superando a média nacional.

Quais são as oportunidades e desafios do setor?

No Espírito Santo, são mais de 600 empresas alimentando a cadeia produtiva do petróleo e gás, empregando diretamente 15 mil trabalhadores. Entretanto, apesar dos avanços, há desafios que ainda precisam ser enfrentados.

Para o Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (SindipetroES), embora os números de 2025 sejam promissores, ainda não alcançam os de anos anteriores, como 2021 e 2016, quando foram mais expressivos. O sindicato enfatiza a necessidade de maiores investimentos, especialmente na Bacia do Espírito Santo, área que tem visto sua produção diminuir.

“Os projetos em andamento não apenas criam empregos e renda, mas potencializam a economia local. Para continuar o crescimento, precisamos de investimento constante e descobertas inovadoras.” - Etory Sperandio, diretor de comunicação do SindipetroES.



Com informações da Agência Brasil

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