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ECONOMIA

Petrobras abre mão de assumir controle da petroquímica Braskem

A decisão da Petrobras de não exercer o direito de preferência para assumir o controle da Braskem, anunciada nesta última quinta-feira (12), marca um importante capítulo no mercado petroquímico. Embora a Braskem seja a sexta maior do mundo nesse setor, a

12/02/2026

12/02/2026

A decisão da Petrobras de não exercer o direito de preferência para assumir o controle da Braskem, anunciada nesta última quinta-feira (12), marca um importante capítulo no mercado petroquímico. Embora a Braskem seja a sexta maior do mundo nesse setor, a controladora Novonor, antiga Odebrecht, enfrenta dificuldades financeiras severas e está em recuperação judicial. Mas o que realmente está por trás dessa decisão da gigante brasileira do petróleo?

Em um comunicado recente, a Petrobras deixou claro que não buscará expandir sua participação, optando por se manter como sócia com 47% das ações, mas sem a intenção de comprar mais ou vender essa parte. Vamos entender o que levou a Petrobras, que já elogiou publicamente o potencial da Braskem, a tomar esse caminho.

Por que a Petrobras abriu mão do direito de preferência?

O direito de preferência poderia garantir à Petrobras a prioridade na compra da participação da Novonor na Braskem. Contudo, a decisão de não exercê-lo e tanto quanto o tag along, o qual permitiria vender sua parte ao novo acionista, levantou questões sobre as estratégias futuras da estatal. Essa decisão, conforme revelado em uma reunião de conselho, demonstra cautela em relação aos riscos de assumir o controle total em meio a incertezas do mercado global de petroquímicos.

Qual é o papel do fundo de investimentos Shine?

A Novonor, em sua busca por solução, havia fechado um acordo de exclusividade com o fundo de investimentos Shine, que aceitou se responsabilizar pelas dívidas da Braskem em troca das ações. A gestão desse processo ficará a cargo da IG4 Capital, especilizada em recuperação de empresas, prometendo uma nova fase para a Braskem longe das dificuldades enfrentadas por sua controladora atual.

Como a Petrobras mantém sua relação com a Braskem?

Além de sócia, a Petrobras continua sendo uma importante fornecedora para a Braskem, com contratos de fornecimento de matéria-prima que ultrapassam R$ 90 bilhões e que têm validade de até 11 anos. Dessa forma, mesmo sem assumir controle, a estatal continua fortemente ligada aos destinos da Braskem, chegando a um equilíbrio entre risco e compromisso.

A Braskem, criada em agosto de 2002 e com uma vasta operação que se estende por Estados Unidos, Alemanha, México e, claro, Brasil, mantém sua força no mercado global, empregando cerca de 8 mil funcionários e atendendo clientes em mais de 70 países. Portanto, a decisão da Petrobras não altera, pelo menos por enquanto, a significativa participação que a empresa já tem na estrutura da Braskem.



Com informações da Agência Brasil

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