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ECONOMIA

Confiança da indústria recua pelo 14º mês consecutivo

Você já parou para pensar em como o humor dos empresários industriais pode impactar o nosso dia a dia? Em fevereiro, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) deu um leve suspiro para baixo, caindo 0,3 ponto. Isso pode parecer pouco, mas é um

12/02/2026

12/02/2026

Você já parou para pensar em como o humor dos empresários industriais pode impactar o nosso dia a dia? Em fevereiro, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) deu um leve suspiro para baixo, caindo 0,3 ponto. Isso pode parecer pouco, mas é um sinal importante sobre como está a perspectiva no mundo das indústrias, principalmente se considerarmos que faz 14 meses que não sabemos o que é passar da linha dos 50 pontos, que é o divisor entre a confiança e a falta dela.

Nesse contexto, a decisão recente do Banco Central de deixar a taxa Selic em 15% ao ano chama a atenção. Para um país que ostenta um dos juros reais mais altos do globo, isso se torna um dado crucial e pode explicar o motivo de não vermos o ICEI subir além do esperado. Vamos explorar o que tudo isso significa para o cenário econômico e o ambiente industrial.

Por que a confiança do empresário caiu mais uma vez?

Em janeiro, parecia que algo iria mudar para melhor, com o indicador subindo 0,5 ponto. Mas o novo recuo mostra que ainda há um caminho longo antes que a confiança retorne. Parte disso tem a ver com os juros altos que afrouxam o crédito para ambos, empresários e consumidores, impactando diretamente nossa economia e desacelerando a atividade econômica. Se as condições são onerosas, os investimentos não fluem como deveriam.

Larissa Nocko, especialista em políticas e indústria da CNI, explica que essa política monetária mais rígida leva os empresários a uma visão cautelosa sobre o futuro econômico, afetando suas projeções de demanda.

O que significa a atual queda do índice de condições?

Em fevereiro, ambos os componentes do ICEI, Condições Atuais e Expectativas, seguiram a tendência de baixa. O Índice de Condições Atuais caiu para 43,8 pontos, refletindo pessimismo sobre o presente. O que pega é a visão pouco animada dos industriais sobre sua própria situação, mesmo que o cenário econômico geral tenha sutilmente melhorado.

Essa deterioração no ambiente empresarial faz com que muitos olhem para seus negócios de forma menos otimista, preferindo segurar os gastos e esperar um quadro mais favorável antes de botar um pé fora do chão.

A expectativa está melhor ou pior para o futuro?

Sobre expectativas, há um ponto curioso: mesmo caindo de 50,7 para 50,4, esse índice ainda transita acima da linha de confiança, sugerindo que, para daqui seis meses, as perspectivas ainda podem ser vistas com olhos mais esperançosos. A CNI destaca que, apesar dessa visão de melhora econômica, acontece uma premonição menos otimista sobre o próprio desempenho das empresas.

Curiosamente, a pesquisa realizada junto a 1.103 empresas, nos primeiros dias de fevereiro de 2026, já revelava esse sentimento incerto entre os industriais. O levantamento abrangeu desde pequenas indústrias até as de grande porte.

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Com informações da Agência Brasil

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