Na noite desta segunda-feira, Geraldo Alckmin, presidente da República em exercício e também ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, formalizou um importante acordo de cooperação com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Esse movimento visa intensificar as ações contra práticas desleais e ilegais no comércio exterior brasileiro. Um passo significativo para equilibrar a competição no cenário internacional e fortalecer o comércio justo.
No evento, Paulo Skaf, presidente da Fiesp, aproveitou a solenidade para pleitear o adiamento da discussão sobre o fim da escala de trabalho 6x1 para o próximo ano. "Precisamos que essa discussão vá para 2027. Em ano eleitoral, as emoções, os sentimentos, as motivações, muitas vezes conflitam com os interesses do país", argumentou Skaf, num claro apelo em prol de estabilidade durante o período eleitoral.
Como o Brasil está se preparando para um comércio mais justo?
Durante a cerimônia, Alckmin destacou a necessidade de reavaliar a jornada de trabalho à luz das tendências globais. "Há uma tendência mundial de redução [da jornada]. Então, esse é um debate que não deve ser apressado e bastante aprofundado", declarou ele, enfatizando que mudanças no setor produtivo não são apenas inevitáveis, mas necessárias.
O acordo inclui dois documentos importantes: um protocolo de intenções voltado à defesa comercial e outro ao ambiente regulatório. Esses documentos visam impedir a burocratização excessiva e fortalecer a competitividade. "A cooperação com o setor produtivo na defesa comercial vai contribuir para fortalecer o comércio justo e promover um ambiente concorrencial mais equilibrado”, afirmou Alckmin.
Como será feita a defesa contra práticas desleais no comércio?
A parceria entre o ministério e a Fiesp busca promover o comércio justo, aproveitando os instrumentos de defesa comercial e combate a práticas desleais e ilegais previstos na legislação nacional e internacional. A criação de uma calculadora de margem de dumping é uma das iniciativas previstas, além do compartilhamento de experiências e ferramentas técnicas entre as instituições.
Além disso, o protocolo voltado ao ambiente regulatório busca desburocratizar, fortalecer e promover a competitividade e a qualidade regulatória no Brasil. A intenção é reduzir custos regulatórios e administrativos para empresas e sociedade, fomentando o empreendedorismo e o investimento no país.
O que esperar da economia com as mudanças na Selic e na taxação global?
No aspecto econômico, Alckmin expressou confiança de que o Comitê de Política Monetária (Copom) iniciará a redução da taxa básica de juros (Selic), atualmente em 15% ao ano, já na próxima reunião marcada para março. "Estamos confiantes que na próxima reunião do Copom comece a redução da taxa de juros", afirmou, associando isso à apreciação do real e à desinflação dos alimentos.
Em conversas com empresários e industriais na Fiesp, Alckmin mostrou otimismo com a nova tarifa global de 15% anunciada pelos Estados Unidos. Ele salientou que esta decisão pode beneficiar o Brasil ao criar um cenário de comércio exterior mais favorável com os norte-americanos. "Agora, o país mais beneficiado no mundo foi o Brasil. Abre aí uma avenida em termos de voltar a ter um comércio exterior importante com os Estados Unidos", concluiu.
Com informações da Agência Brasil