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ECONOMIA

Juros subiram para famílias e empresas em janeiro, mostra BC

Você já percebeu como os juros ficaram difíceis de ignorar ultimamente? Se você, como muitos brasileiros, está tentando dar um jeito nas finanças, deve ter percebido que o custo do crédito está subindo cada vez mais. Segundo as mais recentes Estatísticas

25/02/2026

25/02/2026

Você já percebeu como os juros ficaram difíceis de ignorar ultimamente? Se você, como muitos brasileiros, está tentando dar um jeito nas finanças, deve ter percebido que o custo do crédito está subindo cada vez mais. Segundo as mais recentes Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas pelo Banco Central, o cenário de juros altos parece que veio para ficar. Em janeiro, para pessoas físicas, a taxa média de juros atingiu 61% ao ano. E quem utiliza o cartão de crédito sentiu um aumento significativo na taxa parcelada, que alcançou nada menos que 194,9% ao ano. Com esses índices, fica a pergunta: como planejar as finanças em tempos de juros altos?

Juros subiram para famílias e empresas em janeiro, mostra BC

Vamos entender melhor o que está por trás desse aumento. O Banco Central tem mantido a taxa Selic em níveis elevados para controlar a inflação, que é um problema constante quando o consumo está fora de controle. Com a Selic a 15% ao ano, o custo do crédito naturalmente sobe, afetando desde as famílias até as empresas, que viram suas taxas médias para financiamentos atingirem 25,2% ao ano. O que isso significa para o seu bolso e como isso influencia na economia?

Por que o crédito está tão caro?

A decisão do Banco Central de manter a Selic alta tem uma razão: esfriar o consumo para tentar conter a inflação. Quando os juros estão altos, o crédito fica caro, o que desestimula o consumo e, consequentemente, a inflação deve desacelerar. Para quem paga apenas uma parte da fatura do cartão, os juros do crédito rotativo são uma preocupação extra, atingindo uma espantosa marca de 424,5% ao ano em janeiro. Portanto, é melhor você ficar de olho nas suas despesas e tentar ao máximo evitar essa situação. Mas e suas economias? Guarde o que puder, pois os juros altos também favorecem quem investe em renda fixa.

Quais setores sentem mais o impacto?

Se você trabalha em um setor que depende do financiamento, como o de veículos ou imobiliário, deve ter notado que esses também não estão imunes. Por exemplo, o crédito pessoal não consignado subiu 1,5 p.p., e financiamentos para veículos estão 1,3 p.p. mais caros. Está pensando em expandir seu negócio? Empresas enfrentaram um aumento na taxa média do crédito para capital de giro em 25,9 p.p., apenas em janeiro. Ajustar os planos de investimento pode ser a solução enquanto os juros continuam subindo.

O que fazer com a inadimplência aumentando?

Ninguém quer ficar inadimplente, certo? Infelizmente, essa tem sido a realidade de muitos. Com 4,2% de inadimplência nos financiamentos, está claro que os consumidores estão tendo dificuldades em manter suas contas em dia. Para as famílias, esse índice chega a 5,2%. Planejamento financeiro é crucial! Você pode considerar renegociar dívidas ou até buscar alternativas de financiamento mais baratas para se manter em dia.

Como o endividamento afeta sua renda?

O endividamento das famílias chegou a 49,7% em dezembro, e isso impacta diretamente seu orçamento mensal. Excluindo financiamentos imobiliários, essa taxa cai, mas ainda assim, o comprometimento médio da renda chegou a 29,2%. Isso tudo usando dados de levantamentos do IBGE. O que fazer? A ideia é apostar em planejamento e não deixar que as contas passem do limite mensal. A sua saúde financeira a longo prazo vai agradecer.



Com informações da Agência Brasil

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