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ECONOMIA

Governo derruba alta de imposto para smartphones e eletrônicos

Você está por dentro das últimas mudanças no imposto de importação no Brasil? O governo federal, após enfrentar uma onda de críticas tanto no Congresso quanto nas redes sociais, decidiu cancelar parte do aumento nas tarifas de importação de produtos eletr

Você está por dentro das últimas mudanças no imposto de importação no Brasil? O governo federal, após enfrentar uma onda de críticas tanto no Congresso quanto nas redes sociais, decidiu cancelar parte do aumento nas tarifas de importação de produtos eletrônicos e bens de capital. Esta decisão foi uma resposta direta à repercussão negativa e foi anunciada na sexta-feira (27) pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex), entidade ligada à Camex.

Com isto, alíquotas anteriores foram restabelecidas para 15 produtos do setor de informática, como smartphones e notebooks. Além disso, a Camex decidiu zerar a tarifa de importação para 105 itens na categoria de bens de capital e tecnologia. Uma estratégia eficaz adotada foi o mecanismo de ex-tarifário, que tem por objetivo reduzir tarifas para itens que não possuem produção equivalente no Brasil.

Quais produtos foram diretamente impactados?

Especificamente, o retorno da alíquota de importação de smartphones para 16% foi uma das principais mudanças. Havia uma intenção de elevar essa alíquota para 20%, com possibilidade de aumento de até 7,2 pontos percentuais em certos casos. Outros produtos, como notebooks, também viram suas tarifas originais restauradas. A lista inclui ainda gabinetes com fonte de alimentação, placas-mãe, entre outros itens de tecnologia. Mais detalhes e a lista completa podem ser conferidos no site da Camex.

Por que essa medida causou tanto alvoroço?

A proposta inicial atingia cerca de 1.200 itens e rapidamente desencadeou reações de parlamentares e setores empresariais, que alertaram para o impacto no preço final ao consumidor. O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, justificou a medida como uma proteção ao mercado nacional e uma correção de distorções no comércio exterior. Ele explicou que mais de 90% dos produtos afetados são, de fato, fabricados no Brasil, atingindo principalmente as importações.

Para eletrônicos que são montados aqui com insumos de fora, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) destacou o uso do mecanismo drawback, que reduz o imposto sobre insumos importados destinados à exportação.

Qual o impacto financeiro esperado?

Economicamente, o governo projetava uma arrecadação adicional de até R$ 14 bilhões em 2026 devido à elevação das alíquotas. A Instituição Fiscal Independente (IFI) estimava inclusive um valor maior, de até R$ 20 bilhões para este ano.

O que esperar após a repercussão política?

Diante da intensa pressão política, o governo recuou parcialmente. A decisão acatou pedidos feitos até 25 de fevereiro e estava em linha com o ex-tarifário, permitindo zerar impostos em produtos sem similar nacional. Os 105 itens com tarifas zeradas terão isenção por 120 dias, com possibilidade de revisão nas próximas reuniões do Gecex.

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Com informações da Agência Brasil

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