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ECONOMIA

Pix por aproximação completa um ano com baixa adesão

O Pix por aproximação está completando um ano com uma missão clara: despertar o interesse dos usuários e ganhar espaço na rotina financeira dos brasileiros. Uma inovação voltada a tornar as transações mais rápidas, mas que ainda enfrenta o desafio de conq

28/02/2026

28/02/2026

O Pix por aproximação está completando um ano com uma missão clara: despertar o interesse dos usuários e ganhar espaço na rotina financeira dos brasileiros. Uma inovação voltada a tornar as transações mais rápidas, mas que ainda enfrenta o desafio de conquistar um público mais amplo. De acordo com os dados mais recentes do Banco Central, essa nova forma de transferência ainda representa uma fatia minúscula das operações feitas via Pix - apenas 0,01% do total de transações e 0,02% do valor movimentado em janeiro.

Apesar de já realizar um volume considerável de transações, com 6,33 bilhões em janeiro, apenas 1,057 milhão ocorreram por meio da aproximação do celular a um terminal de pagamento. Em relação aos valores, circulou R$ 568,73 milhões, comparado a um total de R$ 2,69 trilhões gerado pelo sistema no mesmo mês. Mas o potencial para crescimento é significativo e estratégico, especialmente com empresas demonstrando maior interesse.

O que freia o crescimento do Pix por aproximação?

De acordo com Gustavo Lino, diretor executivo da Associação dos Iniciadores de Transação de Pagamento (Init), as restrições de segurança e os limites operacionais impostos pelo Banco Central têm retardado a adesão ao Pix por aproximação. No entanto, ele observa uma tendência de expansão recente, impulsionada principalmente pelo setor empresarial.

"O potencial é grande, sobretudo quando a oferta amadurece e passa a suportar mais casos de uso, inclusive no ambiente corporativo, mantendo a confiança como fundamento", afirma Lino.

O especialista acredita que, à medida que o comércio e as empresas consolide a oferta do Pix por aproximação, o uso deve se expandir ainda mais, especialmente em locais de alta rotatividade e longas filas de pagamento. O avanço no uso também favorece os pagamentos corporativos entre filiais e matrizes.

Como tem sido a evolução desse modo de pagamento?

Embora ainda não seja dominante, o Pix por aproximação mostra um crescimento contínuo. Lançado em julho de 2025, registrou apenas 35,3 mil transações inicialmente. Em novembro do mesmo ano, esse número já havia ultrapassado a marca de 1 milhão de transferências.

O valor movimentado também apresenta uma curva ascendente notável: de R$ 95,1 mil em julho de 2025, saltou para R$ 1,103 milhão em agosto, chegando a R$ 24,205 milhões em novembro e alcançando R$ 133,151 milhões movimentados até dezembro.

Quais os limites de segurança para essa modalidade?

Visando prever possíveis fraudes, o Banco Central definiu um limite padrão de R$ 500 por transação quando estas são feitas através do Google Pay. Contudo, se o pagamento acontecer por aplicativos de instituições financeiras, os correntistas podem ajustar os valores de acordo com sua preferência para oferecer mais segurança.

Qual o diferencial do Pix por aproximação?

A principal vantagem do Pix por aproximação é a rapidez. Diferentemente do Pix tradicional, que requer a abertura do app do banco e a digitação de senha, basta encostar o celular na maquininha para finalizar a compra. Isso é especialmente útil em lojas com grandes filas ou intenso fluxo de clientes.

Para usar, é necessário ativar a função Near Field Communication (NFC) no celular. Assemelhando-se aos cartões de crédito e débito com aproximação, esta modalidade diminui o tempo de transação, tornando mais ágil o atendimento.

>> Entenda como funciona o Pix por aproximação

E quanto aos custos de usar essa tecnologia?

Muitas instituições financeiras oferecem o Pix por aproximação mediante pagamento de juros, quando vinculado ao cartão de crédito. Assim, o usuário deve estar atento para evitar surpresas, já que podem incidir juros.

Em dezembro, o Banco Central desistiu de regular o Pix Parcelado. Contudo, algumas instituições ainda ofertam o parcelamento com juros, utilizando nomes variantes como Pix no Crédito ou Parcele o Pix.



Com informações da Agência Brasil

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