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ECONOMIA

Dólar salta a R$ 5,26, e Bolsa cai 3% com escalada no Oriente Médio

Em tempos de tensões internacionais, eventos globais deixam você alerta quanto às suas implicações financeiras, especialmente quando o dólar sofre oscilações significativas. Recentemente, o dólar disparou quase 2% em um movimento que refletiu o agravament

03/03/2026

03/03/2026

Em tempos de tensões internacionais, eventos globais deixam você alerta quanto às suas implicações financeiras, especialmente quando o dólar sofre oscilações significativas. Recentemente, o dólar disparou quase 2% em um movimento que refletiu o agravamento de conflitos no Oriente Médio. Se você tem investido na bolsa, também pode ter notado que ela acompanhou esse pessimismo global, registrando o maior recuo do ano com mais de 3% de queda, o que representa uma busca por ativos tidos como mais seguros.

Na última terça-feira (3), o dólar comercial foi vendido a R$ 5,261, o que representa um aumento de R$ 0,099 (+1,87%). Se, por um lado, essa cotação chegou a incríveis R$ 5,34 ao meio-dia, por outro, a tarde trouxe uma desaceleração dessa alta.

Por que a volatilidade do dólar preocupa você?

Vivenciando momentos voláteis, você deve ter observado que o dólar atingiu seu maior patamar desde 26 de janeiro, influenciado por tensões internacionais consideráveis. Mesmo o Banco Central (BC) agiu rapidamente ao anunciar, e logo cancelar, dois grandes leilões de linha, indicando que momentos de incerteza às vezes podem pregar peças até nos especialistas.

Imagem indicando oscilações do dólar

O que aconteceu na bolsa de valores?

Se você estava acompanhando o mercado de ações, certamente notou a instabilidade na última sessão. O índice Ibovespa, referência da B3, encerrou com uma queda significativa de 3,27%, aos 183.104 pontos. A mínima do dia, ao tocar 180.518 pontos, trouxe um recuo ainda mais expressivo de 4,64%, demonstrando a incerteza que paira sobre o mercado financeiro.

Por que o conflito no Oriente Médio está impactando a economia global?

O mundo está em alerta com o conflito que envolve Estados Unidos, Israel e Irã, com repercussões em países como Líbano, Arábia Saudita e Catar. O fechamento do estratégico Estreito de Ormuz pelo Irã elevou o pânico sobre a possível interrupção de 20% da oferta mundial de petróleo. Enquanto isso, com o Catar suspendendo a produção de gás natural liquefeito, os receios de crises energéticas se intensificam.

Como tudo isso influencia o seu dia a dia?

Com a valorização do petróleo e do gás, a inflação global e a desaceleração econômica tornam-se um tema mais preocupante. A alta nas commodities energéticas tem um efeito cascata, e o nervosismo nos mercados faz com que investidores prefiram segurança, como o dólar, em detrimento de ações.

  • Ásia: Tóquio (-3,1%) e Seul (-7,24%) sofreram quedas significativas;
  • Europa registrou quedas superiores a 3%;
  • Nos Estados Unidos, o Dow Jones desceu 0,83%, S&P 500 0,9% e Nasdaq com uma redução de 1,02%.

Qual é o impacto no crescimento do PIB brasileiro?

Nacionalmente, o PIB brasileiro demonstrou crescimento de 2,3% em 2025, segundo o IBGE, mas desacelerou no último trimestre do ano. Com o conflito no Oriente Médio, o BC pode decidir por um corte menor na Taxa Selic, mantendo-a em 0,25 ponto percentual quando se esperava um corte maior. Isso tem ramificações diretas para o controle da cotação do dólar e o crescimento econômico.

Vale lembrar que juros altos ajudam a regular a cotação do dólar, mas podem inibir o crescimento da economia.

*Informações obtidas através da Reuters



Com informações da Agência Brasil

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