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ECONOMIA

Caixa: carteira de crédito chegará a R$ 1,5 trilhão neste ano

O ano de 2025 promete ser marcante para a Caixa Econômica Federal. A expectativa é que a instituição atinja a expressiva marca de R$ 1,5 trilhão em sua carteira de crédito ainda no primeiro semestre. Essa conquista foi anunciada pelo presidente da Caixa,

05/03/2026

05/03/2026

O ano de 2025 promete ser marcante para a Caixa Econômica Federal. A expectativa é que a instituição atinja a expressiva marca de R$ 1,5 trilhão em sua carteira de crédito ainda no primeiro semestre. Essa conquista foi anunciada pelo presidente da Caixa, Carlos Vieira, durante uma entrevista coletiva em São Paulo. Mas o que isso representa para a economia brasileira e para você, que está sempre atento aos movimentos do mercado financeiro?

No ano anterior, a Caixa somou R$ 1,38 trilhão em sua carteira de crédito, registrando um crescimento de 11,5% em relação a 2024. Os destaques desse crescimento foram o financiamento imobiliário, crédito comercial para empresas e crédito pessoal. Para 2025, a Caixa prevê um aumento na casa de 9% a 13% em sua carteira. A sua performance e expectativas para este ano são um reflexo da resiliência e adaptabilidade diante dos desafios econômicos atuais.

Por que a Caixa está de olho no Banco de Brasília (BRB)?

Durante a coletiva, Vieira abordou a possibilidade da Caixa adquirir ativos do Banco de Brasília, mais conhecido como BRB. Essa iniciativa tem gerado uma curiosidade no mercado, não apenas pelo potencial envolvido, mas também pelos desdobramentos que podem afetar as operações bancárias no Distrito Federal.

"A Caixa olha para toda essa situação como um banco qualquer de mercado, que se tiver alguma carteira que interesse, vai discutir", afirmou o presidente Vieira.

Enquanto isso, o BRB se prepara para cobrir prejuízos decorrentes de operações com o Banco Master, que está sob liquidação extrajudicial. A movimentação inclui autorizações para capitalizar o banco e contrair empréstimos significativos, refletindo nos bastidores da economia brasileira.

O que o Fundo Garantidor está fazendo diante da crise do Banco Master?

O impacto da liquidação do Banco Master foi significativo, tanto que o conselho do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) precisou aprovar um plano emergencial. Isso garante que o fundo mantenha a liquidez necessária para enfrentar os riscos do sistema financeiro.

Questionada sobre isso, a diretoria da Caixa não espera que a recomposição do patrimônio do FGC impacte seu balanço significativamente. Nas palavras de Marcos Brasiliano, vice-presidente financeiro da Caixa: “Estamos fazendo conta, mas não temos expectativa de que isso venha impactar o balanço a partir da resolução do Banco Central, que permitiu acessar os compulsórios.”

Como anda a inadimplência no setor do agronegócio?

A inadimplência no agronegócio foi outro tema abordado, uma vez que atingiu 14,09% no último trimestre de 2024. Essa é uma questão que afeta todo o mercado, e o governo já aprovou uma linha de crédito para ajudar os produtores rurais com suas dívidas.

Henriete Sartori, vice-presidente de risco, mencionou que a expectativa é de estabilização na inadimplência do setor agro em 2025, mantendo a carteira do agro perto de R$ 62,9 bilhões. "No primeiro trimestre, a gente espera observar um platô, até porque temos as safras", comentou Sartori.

Com essas ações e expectativas, 2025 pode ser um ano decisivo para a Caixa Econômica, oferecendo reflexos importantes para a economia do país.



Com informações da Agência Brasil

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