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ECONOMIA

Taxa de informalidade cai no mercado de trabalho, mostra IBGE

Você sabia que a taxa de informalidade no mercado de trabalho brasileiro atingiu seu menor nível em anos recentes? Entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, ela caiu para 37,5%, englobando cerca de 38,5 milhões de trabalhadores informais. Esse é um marco

05/03/2026

05/03/2026

Você sabia que a taxa de informalidade no mercado de trabalho brasileiro atingiu seu menor nível em anos recentes? Entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, ela caiu para 37,5%, englobando cerca de 38,5 milhões de trabalhadores informais. Esse é um marco importante, considerando a trajetória de queda desde 2022.

Neste mesmo período, no ano anterior, a taxa era de 38,4%. Esse dado, revelado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas, o que isso significa para a economia e a vida dos brasileiros?

Como a informalidade está mudando no Brasil?

Conforme Adriana Beringuy, coordenadora da Pnad Contínua, a queda da informalidade tem sido impulsionada principalmente por uma redução no número de empregos sem carteira assinada no setor privado e pela maior formalização dos trabalhadores por conta própria, com registros no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).

É relevante destacar que a informalidade havia sofrido uma queda significativa em 2020 devido à pandemia, quando muitas pessoas pararam de trabalhar. No entanto, desconsiderando esse período, estamos presenciando o menor índice de informalidade desde então.

Qual é a situação dos trabalhadores sem carteira?

Analisando mais a fundo, o segmento sem carteira de trabalho foi um dos que mais contribuíram para essa retração da informalidade. Atualmente, a estabilidade no número de pessoas empregadas é perceptível, o que promete favorecer um aumento no rendimento dos trabalhadores futuramente.

"Essa composição tem permitido uma manutenção do rendimento do trabalhador em patamar mais elevado, justamente porque além de preservar quantitativamente os ganhos observados em 2025, entra no ano de 2026 com uma composição que assegura a manutenção do rendimento do trabalho que ficou em R$ 3.652", explicou a coordenadora.

Carteira assinada: Qual é o cenário atual?

No setor privado, o número de empregados com carteira assinada atingiu 39,4 milhões, representando uma estabilidade no trimestre e um aumento de 2,1% ao longo do ano.

Ao mesmo tempo, o total de empregados sem carteira permanece estável tanto no trimestre quanto no ano, assim como o número de trabalhadores por conta própria, que registrou um acréscimo de 3,7% na comparação anual.

Quais setores estão crescendo ou recuando?

Dentre as áreas de atividade econômica, observamos um aumento de 2,8% no número de ocupados nos setores de Informação, Comunicação, Atividades Financeiras, Imobiliárias e Administrativas, e de 3,5% em Outros Serviços. Em contrapartida, a indústria geral sofreu uma queda de 2,3%.

No balanço anual, destacam-se os crescimentos nos grupamentos de Informação e Serviços Administrativos, com 4,4%, e Administração Pública e Saúde, com 6,2%.

Como é realizada a Pnad Contínua?

O IBGE conduz a Pnad Contínua, a principal pesquisa sobre força de trabalho no Brasil, abrangendo 211 mil domicílios em 3.500 municípios. Desde a pandemia, a coleta de dados passou a ser feita por telefone, retornando ao modelo presencial em julho de 2021. Com essas informações, a pesquisa nos oferece um retrato detalhado das dinâmicas do mercado de trabalho no país.



Com informações da Agência Brasil

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