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ECONOMIA

Mulheres são as que mais impulsionam outras carreiras femininas

Você já parou para pensar no papel crucial que as mulheres têm no crescimento profissional umas das outras? Uma pesquisa inédita da Nexus revelou uma tendência poderosa: quatro em cada dez mulheres atribuem seu sucesso profissional a outras mulheres. Além

05/03/2026

05/03/2026

Você já parou para pensar no papel crucial que as mulheres têm no crescimento profissional umas das outras? Uma pesquisa inédita da Nexus revelou uma tendência poderosa: quatro em cada dez mulheres atribuem seu sucesso profissional a outras mulheres. Além disso, representam uma rede de apoio essencial que continua a moldar as carreiras femininas em todo o país.

Realizada com 1.534 mulheres em posições de liderança no Brasil, a pesquisa aponta que apenas 14% das entrevistadas reconheceram ter recebido auxílio preferencialmente de homens em suas trajetórias profissionais. Este dado levanta uma questão importante sobre a dinâmica de apoio no ambiente de trabalho e como ela varia de acordo com faixa etária e setor profissional.

Por que as mulheres são as principais apoiadoras umas das outras?

Um dado marcante é que 48% das mulheres entre 25 e 40 anos sentem que tiveram a carreira impulsionada por outras mulheres. Áreas de marketing, publicidade e comunicação lideram este cenário com 56%, seguidas por educação e treinamento corporativo com 53%. Em contraste, mulheres em cargos como presidente ou CEO tendem a relatar mais apoio masculino, com taxas que chegam a 20%.

"Não adianta nós mulheres estarmos preparadas, se você não tem uma rede e uma aliança robusta por trás," ressalta Simone Murata, CEO da Todas Group, que vê o papel das mulheres como agentes de ascensão de outras mulheres como crucial.

Quais são as renúncias mais comuns no caminho para o sucesso?

O estudo também revela desafios significativos: 74% das entrevistadas tiveram que abrir mão do autocuidado, enquanto 53% sacrificaram tempo com família e saúde mental. Ainda, renunciar ao lazer é uma realidade para 37% das mulheres, e uma em cada quatro optou por adiar a maternidade ou o desejo de ter filhos.

Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2023, os atendimentos de Síndrome de Burnout entre mulheres no SUS subiram 54% comparado ao ano anterior, superando os casos entre homens. Isso destaca a necessidade urgente de equilíbrio na vida pessoal e profissional.

Como as percepções sobre renúncias variam com a idade?

As renúncias variam conforme a idade. Mulheres mais jovens (18 a 24 anos) destacam perdas na vida social (50%) e em relacionamentos afetivos (32%). Para o grupo entre 25 a 40 anos, a saúde mental é a principal renúncia (58%). As mais velhas priorizaram a carreira sobre o tempo familiar, com 60% delas citando isso como o maior sacrifício.

Simone Murata percebe que o cenário está mudando para melhor, com menos necessidade de constante comprovação entre as jovens líderes de hoje. "A ascensão feminina precisa ser equilibrada para que o trabalho seja sempre o nosso motor de prazer," afirma.

Como a comunidade feminina está inovando?

No cenário empresarial, líderes como Denise Hamano, da Magalu, estão promovendo redes de apoio. Junto a Luiza Helena Trajano, criaram uma comunidade de mais de 3 mil mulheres empreendedoras que se apoiam mutuamente para superar desafios como a tripla jornada de trabalho. A troca de dicas e um programa de mentoria são oferecidos para fortalecer essa rede de apoio.

Diante de tantos desafios, refletir sobre o papel das mulheres na promoção do crescimento profissional é essencial. Encorajar essa cultura de apoio e colaboração pode ser a chave para transformar o ambiente de trabalho em espaços mais inclusivos e equilibrados.



Com informações da Agência Brasil

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