A declaração final da 2ª Conferência Nacional do Trabalho (CNT), concluída recentemente em São Paulo, enfatiza o diálogo entre trabalhadores e empregadores como peça-chave para um ambiente produtivo e moderno. Essa conferência traz à tona a necessidade de atualização frente às transformações tecnológicas e ajustamentos das cadeias produtivas globais.
“O melhor ambiente para o avanço coletivo é uma sociedade democrática, inclusiva e livre de discriminações, com salários que assegurem condições de vida dignas, com amplo acesso à educação de qualidade, e com legislação que contemple as justas aspirações dos trabalhadores e trabalhadoras, das empresas e empreendedores de todos os setores produtivos”.
O texto elaborado por representantes dos empregados, empregadores e governo destaca também a importância da soberania nacional e da modernização da produção como aspectos centrais para alavancar investimentos e o acesso ao crédito com condições mais favoráveis.
“Para isso é importante assegurar segurança jurídica, fortalecer a competitividade das empresas, expandir as oportunidades de qualificação e requalificação profissional para milhões de jovens e trabalhadores”, declara o documento.
Quais são as diretrizes que impulsionarão o mercado de trabalho?
Entre as principais orientações da conferência estão:
- Intermediação de mão de obra inclusiva
- Ampliação de políticas de qualificação profissional contínua
- Proteção social integrada
- Fortalecimento do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)
Essas medidas visam modernizar o panorama das relações de trabalho no Brasil, impulsionar a produtividade e garantir competitividade global.
Como serão as novas rodadas de negociação no mundo do trabalho?
O documento evidencia a necessidade de novas reuniões para discutir temas como a jornada de trabalho e as novas dinâmicas laborais, incluindo trabalho via aplicativos.
Temas importantes englobam:
- Impactos sociais e econômicos do trabalho por aplicativos
- Combate ao trabalho informal
- Novas formas de trabalho
- Fortalecimento dos sindicatos
- Valorização da negociação coletiva
- Condições que promovam relações de trabalho modernas e seguras
Com informações da Agência Brasil