A guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã e seus desdobramentos no Oriente Médio não deverão afetar as exportações da Petrobras para a Índia, China e Coreia. As rotas utilizadas por esses países não estão sob a ameaça do conflito na região.
Essa análise foi apresentada pelo diretor de Logística, Comercialização e Mercados da companhia, Claudio Romeo Schlosser, em uma coletiva de imprensa no Rio de Janeiro. Em suas palavras, "Não vejo risco à exportação de petróleo".
Qual o impacto no transporte e importação de petróleo?
Schlosser esclareceu que a importação de óleo para a Refinaria Duque de Caxias (Reduc), realizada a cada três meses, não está ameaçada. Com alternativas de rotas pelo Estreito de Ormuz, Mar Vermelho ou norte do Mar Mediterrâneo, Schlosser acredita que essa logística não enfrentará riscos significativos, mesmo em um cenário de conflito.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, comentou sobre a volatilidade do cenário econômico. Com a possibilidade dos preços do petróleo oscilarem entre US$ 180 e US$ 53 o barril, ela destaca a necessidade de resiliência da empresa para navegação nesses períodos desafiadores.
Os preços do petróleo podem prejudicar o consumidor?
Comparando com a corrida aos supermercados durante a epidemia da Covid-19, Magda afirmou que especulações sem fundamento podem inflacionar preços, alertando que "não há lógica econômica na possibilidade do botijão de gás de cozinha alcançar preços exorbitantes".
“É especulação. Se todo mundo correr para comprar, vai aumentar o preço”, disse.
Com um tom otimista, Magda recomendou: "Vamos viver um dia depois do outro, com a noite no meio".
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Por que o lucro da Petrobras é surpreendente?
No contexto econômico desafiador de 2025, a Petrobras revelou um lucro líquido espetacular de R$ 110,1 bilhões. Isso representa um aumento de quase 200% em relação aos resultados de 2024, refletindo uma gestão eficaz e disciplinada, além de avanços significativos em eficiência e lógica empresarial.
Mesmo com a queda do preço do petróleo Brent de mais de US$ 80 para US$ 59 por barril, a companhia "entregou esse resultado, superando todas as metas".
Magda Chambriard ressaltou que um dos grandes impulsionadores do crescimento da companhia foi o aumento de 11% na produção de óleo e gás em 2025. A entrada em operação e ampliação da capacidade da FPSO Almirante Tamandaré foram aspectos cruciais para esse avanço.
Em projeção para o futuro, Chambriard destacou que a primeira das três plataformas em construção em Singapura deve chegar ao Brasil em agosto, com produção planejada para o primeiro semestre de 2027.
“Nós vamos seguir acelerando as entregas, com muita parceria interna entre as equipes da Petrobras”, afirmou.
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Com informações da Agência Brasil