Fevereiro trouxe uma nova realidade para muitos brasileiros: o custo da cesta básica aumentou em 14 capitais do país, mas não se preocupe, há também um alívio em outras regiões. O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgou recentemente sua Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, revelando um cenário variado ao longo do território nacional.
Quer entender mais sobre como esses preços estão variando e o que isso significa para o seu orçamento no final do mês? Continue a leitura para descobrir as nuances econômicas que estão impactando seu bolso.
Por que algumas capitais viram seus custos subir enquanto outras sentiram alívio?
A pesquisa apontou que, por exemplo, Natal liderou o aumento com um acréscimo de 3,52% no custo da cesta básica. Capitais do Nordeste, como João Pessoa, Recife e Maceió, também seguiram essa tendência, com aumentos respectivos de 2,03%, 1,98% e 1,87%. Já Manaus observou uma queda significativa de 2,94%, o que indica que as variações dependem de fatores regionais específicos, como logística e disponibilidade de mercadorias.
Qual o impacto do feijão e da carne bovina nos preços?
Nesse mês, um dos vilões que impulsionou o preço da cesta foi o feijão, que subiu em 26 das capitais analisadas, exceto em Boa Vista onde caiu 2,41%. A alta é reflexo de uma produção menor devido a problemas na colheita, como explicam os especialistas do Dieese. Além disso, a carne bovina também ficou mais cara em 20 cidades, influenciada pela menor oferta de animais para abate e pela forte demanda de exportação, que mantém os preços elevados.
Sua cidade está entre as mais caras?
Se você mora em São Paulo, precisou desembolsar a média de R$ 852,87 pela cesta básica – a mais cara do Brasil em fevereiro. Logo abaixo estão Rio de Janeiro (R$ 826,98) e Florianópolis (R$ 797,53). Entretanto, no Norte e Nordeste a situação é outra: Aracaju, por exemplo, ofereceu a cesta por R$ 562,88.
Esse cenário contrasta com as exigências constitucionais para o salário mínimo, que deveria ser de R$ 7.164,94 segundo cálculos do Dieese, levando em conta todas as despesas fundamentais, desde alimentação até previdência.
Navegar por essas diferenças de preço e compreender o que está por trás delas é essencial para facilitar seu planejamento financeiro e ajudar na tomada de decisões de consumo no dia a dia.
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Com informações da Agência Brasil