Depois de 20 anos, o Brasil volta a brilhar no cenário mundial de taekwondo. A jovem Maria Clara Pacheco, de 22 anos, conquistou a medalha de ouro na categoria dos 57 quilos no Campeonato Mundial realizado em Wuxi, China. Ela derrotou na final a sul-coreana Yu-Jin Kim, nada menos que a campeã olímpica de Paris 2024. Desde 2005, quando Natália Falavigna alcançou o feito, o Brasil não conquistava um ouro nessa modalidade. Imagine a emoção de ouvir o hino nacional em terras asiáticas depois de tanto tempo.
Maria Clara não economizou palavras para expressar sua felicidade e gratidão. “É uma emoção que eu não consigo explicar, é a primeira vez que eu ganho um título tão importante e era realmente o objetivo do ano. Estou muito feliz, agradeço a todos que estavam na torcida! E mando um abraço especial para a minha mãe, para o meu pai, dedicar essa vitória para o meu treinador que está aqui e tornou tudo possível e agradecer grandemente à CBTKD e ao Time Brasil por todo o suporte que eles me deram durante esse ano e nos últimos anos para que esse ciclo seja o melhor possível”, declarou emocionada.
Como Maria Clara despontou no mundo do taekwondo?
O ano de 2025 tem sido incrível para Maria Clara. Com 22 anos e liderando o ranking dos 57kg, ela conquistou dois títulos de Grand Prix, um em Charlotte, nos Estados Unidos, e outro em Muju, na Coreia do Sul. Além disso, venceu o ouro inédito para o Brasil nos Jogos Mundiais Universitários, realizados em Essen, Alemanha. Essa jovem paulista de São Vicente não deixa dúvidas de que é uma das grandes esperanças do esporte brasileiro.
Qual o segredo para um desempenho tão espetacular?
A gestora esportiva do Comitê Olímpico do Brasil, e ex-atleta, Falavigna, acompanhou de perto a evolução de Maria Clara e não economizou elogios. “A Maria é uma atleta que, há algum tempo, já nos desperta essa atenção. A gente vem trabalhando junto com a Confederação, investindo na Maria nos últimos anos. E, principalmente nesse ano, ela deu um salto de performance incrível. Foi um ano muito bom, em que ela ganhou tudo o que disputou. Pude estar aqui e acompanhá-la. Estou acompanhando a equipe brasileira, pelo COB. E vê-la entregar um nível de performance que ela colocou hoje, muito acima das demais, é muito gratificante”.
O que a campanha de Maria Clara revela sobre sua determinação?
Maria Clara, primeira cabeça de chave na disputa dos 57 kg, teve um caminho repleto de desafios até o ouro. Na segunda rodada, venceu a portuguesa Leonor Correia por 2 a 0 (13x0 e 13x0). Nas oitavas, enfrentou a campeã europeia júnior Laura Rodriguez Maquina e venceu de virada (10x5 e 5x2) após perder o primeiro round (5x6). Nas quartas de final, derrotou a norte-americana Faith Dilon, campeã pan-americana, por 2 a 0 (8x6 e 8x4). A semifinal foi uma revanche memorável contra a chinesa Luo Zongshi, derrotando-a por 2 a 0 (4x1 e 10x2)!
O que representa essa conquista para o Brasil?
Com este ouro, o Brasil alcança um total de 24 medalhas em Mundiais de Taekwondo: dois ouros, oito pratas e 14 bronzes. A conquista de Maria Clara não é apenas uma vitória pessoal, mas um impulso motivacional para o esporte no país, inspirando novos atletas a buscar grandes resultados internacionais.
Com informações da Agência Brasil