Henrique Marques, um jovem lutador do Rio de Janeiro, fez história no Campeonato Mundial de Taekwondo de 2025, realizado em Wuxi, na China. Este evento se tornou memorável para o Brasil, já que Henrique foi o primeiro homem brasileiro e o terceiro atleta nacional a subir ao mais alto lugar do pódio neste campeonato, conquistando uma medalha de ouro na segunda-feira, 27 de outubro. Curioso para saber como ele chegou lá?
Classificado como o quinto melhor do mundo na categoria até 80 kg, Henrique desbancou adversários de diversos países para atingir esse feito inédito. Na final, ele superou o chinês Qizhang Xiang, garantindo assim seu lugar na história do esporte brasileiro. Antes da batalha final, Henrique venceu o cubano Kelvin Calderón Martinez, Faysal Sawadogo de Burkina Faso, CJ Nickolas dos Estados Unidos e Artem Mytarev, um russo que participou como atleta neutro.
O que levou Henrique Marques ao sucesso?
A trajetória de Henrique foi, sem dúvida, marcada por desafios pessoais e muito trabalho. Em 2024, ele enfrentou o luto pela perda de seu pai, Ari Fernandes. Apenas um ano antes, ele havia quase deixado o esporte ao ser diagnosticado com uma arritmia cardíaca, que necessitou de cirurgia. Mas Henrique não desistiu. Originário de Porto de Caixas, um bairro carente de Itaboraí (RJ), foi inserido no taekwondo através de um projeto social na sua cidade natal.
Qual é o impacto dessa vitória para o taekwondo brasileiro?
A vitória de Henrique em Wuxi não apenas celebra sua superação pessoal, mas também eleva o nome do Brasil no cenário internacional do taekwondo. Este feito ocorre após a paulista Maria Clara Pacheco vencer na categoria até 57 kg, relembrando o triunfo da pioneira Natália Falavigna em 2005. O campeonato trouxe um espírito renovador para o esporte no país e inspirou novos talentos a perseguirem seus próprios sonhos.
Quem mais está representando o Brasil neste mundial?
O Brasil não parou por aí. A catarinense Júlia Nazário, na categoria até 46 kg, e a mineira Raiany Fidelis, na categoria acima de 73 kg, iniciaram suas jornadas com vitórias, apesar de posteriormente serem eliminadas na segunda rodada. Júlia ganhou contra a uzbeque Madina Shoniyozova, mas não avançou após enfrentar Dzejla Makas da Bósnia e Herzegovina. Raiany teve um começo vitorioso contra Noor Nazar Mohammed do Catar, mas sucumbiu diante de Tania Etcheverria, da Espanha.
O que o futuro reserva para os atletas brasileiros no taekwondo?
A caminhada do Brasil no Mundial continua com grandes expectativas. Nesta terça-feira, 28 de outubro, o catarinense João Victor Souza Diniz (até 68 kg) e a paulista Milena Titoneli (até 67 kg) estão firmes na disputa por medalhas. Milena já alcançou o bronze na edição de 2019, realizada em Manchester, e agora busca repetir ou até superar tal feito.
Com informações da Agência Brasil