Aryna Sabalenka, a tenista número um do mundo, recentemente se pronunciou sobre a presença de atletas transgêneros no esporte feminino. Em uma declaração polêmica, ela afirmou que considera injusto para as mulheres competirem contra "homens biológicos" no tênis profissional. A questão é parte de um debate mais amplo sobre a inclusão e a equidade no esporte.
Atualmente, a Política de Participação de Gênero do WTA Tour permite que mulheres trans participem, desde que declare seu gênero como feminino por, no mínimo, quatro anos, tenham níveis reduzidos de testosterona e se submetam a testes regulares. No entanto, esse regulamento pode ser revisado individualmente pelo Gerente Médico da WTA, conforme necessário. Essa regulamentação levanta questões sobre a equidade competitiva no esporte profissional.
Como os atletas transgêneros são integrados no tênis profissional?
As normas da WTA para a inclusão de atletas transgêneros são claras: as atletas devem declarar sua identidade de gênero e manter níveis hormonais específicos. Esse sistema é projetado para equilibrar a equidade e a inclusão, mas ainda gera discussões entre atletas e especialistas sobre sua eficácia.
Por que Sabalenka se posicionou sobre este tema?
Durante uma entrevista com Piers Morgan, Sabalenka compartilhou suas preocupações sobre as diferenças biológicas entre homens e mulheres, mesmo após a transição. Segundo ela, tal disparidade oferece uma vantagem injusta. "Não é justo. Uma mulher trabalha sua vida inteira para chegar ao seu limite e depois tem que enfrentar um homem, que é biologicamente muito mais forte", declarou.
Qual foi a reação do mundo do tênis?
Entre seus pares, sua opinião encontrou apoio. Nick Kyrgios, ex-finalista de Wimbledon, concordou com Sabalenka, dizendo: "Acho que ela acertou em cheio". Contudo, o tópico permanece controverso e a WTA não respondeu prontamente às solicitações de comentário.
A história dos atletas trans no tênis
Embora Sabalenka traga o tema à luz, atletas transgêneros não são novatos no tênis. Renée Richards, uma célebre tenista transgênero, competiu no circuito feminino de 1977 a 1981. Richards, posteriormente, treinou a campeã defensora dos direitos LGBT, Martina Navratilova, que criticou a inclusão de atletas trans no esporte feminino. Ao contrário, Billie Jean King, famosa pela "batalha dos sexos", vê a exclusão como uma forma de discriminação.
Essas discussões refletem as divisões de opinião dentro da comunidade do tênis e mais além, indicando que o debate sobre gênero e esporte está longe de ser resolvido.

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Com informações da Agência Brasil