A caminhada do atletismo brasileiro rumo a Los Angeles 2028 não é apenas um objetivo, mas um verdadeiro projeto de transformação e esperança. Desde já, a expectativa é elevada: o presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), Wlamir Motta Campos, acredita que é possível trazer de "três a quatro medalhas" dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, superando marcas históricas. A modalidade tem sido um pilar nos pódios brasileiros, se destacando como a segunda que mais ofereceu medalhas ao país, atrás apenas do judô. Imagine a pressão e a responsabilidade que recai sobre os ombros dos atletas. No entanto, Wlamir é claro: ele prefere assumir essa carga para si. "Eu falo que não gosto de colocar responsabilidade para os atletas, mas tenho que chamá-la para mim. E a gente quer sempre mais. Então, a expectativa é de buscar três a quatro medalhas em Los Angeles, contribuindo com o Time Brasil", revela Campos em uma conversa franca e ambiciosa com a TV Brasil.
Quais são as chances de o Brasil superar seu melhor desempenho?
Se o Brasil conseguir ao menos três medalhas em Los Angeles, igualará seu melhor desempenho em Olimpíadas, como ocorrido em Pequim, em 2008. Naquele ano, a atleta Maureen Maggi conquistou o ouro no salto em distância, e os revezamentos 4x100 metros, tanto masculino quanto feminino, trouxeram bronzes para casa. Curiosamente, essas conquistas só foram reconhecidas anos mais tarde devido à desclassificação de outras equipes por doping. Mas em 2028, a CBAt quer ver novamente essa cena se repetir, de preferência, em tempo real.
Quem são as grandes apostas para Los Angeles?
Entre as grandes estrelas cotadas para trazer brilho ao atletismo brasileiro está Caio Bonfim, conhecido por sua força e habilidade na marcha atlética. Seu desempenho recente é inspirador, com ouro no Campeonato Mundial de Marcha Atlética. Outra promessa é Juliana Campos no salto com vara, além de Alison dos Santos, também conhecido como 'Piu', que já possui duas medalhas de bronze em Olimpíadas. E para completar o elenco de promessas há Luiz Maurício, um jovem talento no lançamento de dardo.
Como o Mundial de Marcha em Brasília pode colaborar?
Brasília será palco do Campeonato Mundial por Equipes de Marcha Atlética, no próximo dia 12 de abril. Este evento será crucial para manter o ritmo dos nossos atletas, e quem estará sob os holofotes é Caio Bonfim. "O Caio terá todo o apoio da torcida... E ele está acostumado ao clima de Brasília", assegura Wlamir, reforçando a importância da adaptação ao clima e à logística local. A competição ainda servirá como termômetro para ajustes e preparação final antes das Olimpíadas.
Existe potencial para sediar outros eventos mundiais?
Ambições à parte, o presidente Wlamir compartilha mais sonhos: o Brasil quer ser a sede do Mundial de Corrida de Rua em 2028, evento que já ocorre anualmente com provas de milha, 5 km e meia maratona. Mas para isso, alguns desafios precisam ser contornados, especialmente em relação à infraestrutura. "Hoje, esbarramos nas pistas", admite Wlamir, apontando a questão do estádio Engenhão no Rio de Janeiro como um entrave a ser superado.
A preparação tanto para receber eventos quanto para competir neles é uma corrida longa, mas os passos bem calculados de nossos atletas e dirigentes podem nos levar longe. Agora, a torcida é que a emoção do pódio não apenas se iguale, mas supere expectativas e inspire futuras gerações.
Com informações da Agência Brasil