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Mundo

Trump fecha acordos favoráveis aos EUA e evita retaliação por tarifaço

Os acordos comerciais atraentes que os Estados Unidos têm fechado com pesos-pesados econômicos como a União Europeia, Japão, e outros países asiáticos, têm provocado um reboliço internacional. Sob a liderança de Donald Trump, o governo norte-americano dec

28/07/2025

28/07/2025

Os acordos comerciais atraentes que os Estados Unidos têm fechado com pesos-pesados econômicos como a União Europeia, Japão, e outros países asiáticos, têm provocado um reboliço internacional. Sob a liderança de Donald Trump, o governo norte-americano decidiu aumentar as tarifas de importação em até 20%, enquanto não houve retaliação tarifária equivalente dos parceiros comerciais.

Trump fecha acordos favoráveis aos EUA e evita retaliação por tarifaço
Para Nildo Ouriques, acordos são importantes vitórias do presidente dos EUA, Donald Trump. - Arquivo pessoal

Nesse cenário, muitos mercados foram pressionados a abrir as portas para os produtos dos EUA e aumentar pesadamente os investimentos no país. Essa dança diplomática teve início com a guerra comercial em abril, levando, entre outros, a União Europeia a abaixar suas tarifas e comprometer bilhões em compras e investimentos.

Quais acordos os Estados Unidos têm firmado recentemente?

O professor de economia Nildo Ouriques vê esses acordos, particularmente com a Europa e Japão, como triunfos do presidente Donald Trump. Segundo ele, esses acordos são provas de que as críticas a Trump e à ideia de uma “América decadente” não é verdadeira.

“Tudo isso é consequência da concorrência entre EUA e China e o imperialismo estadunidense tem mecanismos de pressão que não deixa de lançar mão. Há uma luta pelo excedente econômico. Essas tarifas permitem que os EUA, que não conseguem competir no chão da fábrica com a China, coloquem barreira para as próprias multinacionais voltarem a operar dentro dos EUA”, comentou Nildo.

O que União Europeia aceitou no novo acordo?

Anunciado em um domingo ensolarado, os EUA fecharam um acordo com a UE para elevar tarifas para importações europeias a 15%, menos do que os 30% que Trump inicialmente quisesse. Alguns produtos estratégicos terão tarifa zero, tais como aeronaves e medicamentos genéricos.

Ações da UE incluem isenção de tarifas para produtos dos EUA, comprometendo-se a investir US$ 600 bilhões nos Estados Unidos e a comprar energia. No entanto, críticas surgiram, sobretudo da França, que lamentou o que acredita ser a submissão da Europa.

“É um dia sombrio quando uma aliança de povos livres, reunidos para afirmar seus valores e defender seus interesses, resolve se submeter”, declarou o primeiro-ministro francês, François Bayrou.

Para especialistas, a Europa cedeu às exigências dos EUA. O analista Arnaud Bertrand compara o acordo aos antigos tratados coloniais, onde este tipo de desigualdade era comum.

“Parece, sim, o tipo de tratado desigual que as potências coloniais costumavam impor no século 19 — só que, desta vez, a Europa é a vítima.”

O que a China faz diante dessa pressão comercial?

Nildo Ouriques observa que a China está em posição de resistir às pressões comerciais devido ao seu produtivo chão de fábrica. Apesar das tarifas contra a China chegarem a 145%, um acordo temporário deixou a taxação em 30%, enquanto as negociações estão em curso. A China, por sua vez, reduziu tarifas para 10%.

Na semana passada, a Casa Branca mencionou que as tarifas podem ser pausadas por mais 90 dias para permitir avanços nas negociações.

Quanto ao Brasil, as tarifas de 50% sobre produtos importados entrarão em vigor em breve, e o governo brasileiro tenta, ainda sem sucesso, evitar sua implementação.

Como foi o acordo com o Japão?

Com o Japão, foi acordado tarifas de 15%, menor que os anunciados 24%. O Japão abrirá ainda mais seu mercado para produtos dos EUA, além de prometer um investimento significativo no país norte-americano.

O Japão também comprará aeronaves dos EUA e o setor automotivo japonês enfrentará uma taxação não tão severa quanto a inicialmente proposta por Trump.

E a posição de Indonésia e Filipinas?

Nos acordos com a Indonésia, as tarifas foram definidas em 19%, com o país se comprometendo a adquirir bens dos EUA no valor de bilhões, além de reduzir suas barreiras tarifárias quase completamente.

Já nas Filipinas, as tarifas para importação dos EUA foram ajustadas, alcançando um acordo que facilita a entrada de produtos dos EUA sem tarifas.

Qual é a situação com Vietnã e Reino Unido?

O Vietnã aceitou tarifas de exportação menores que as inicialmente propostas, aumentando assim o acesso de produtos estadunidenses em seu mercado. Enquanto isso, o Reino Unido foi o primeiro a negociar no meio da guerra tarifária, também ajustando tarifas.



Com informações da Agência Brasil

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