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Mundo

Brasil condena ataque de Israel a jornalistas na Faixa de Gaza

A morte de seis jornalistas durante um ataque israelense na Faixa de Gaza chocou o mundo e acendeu debates sobre direitos humanos e liberdade de imprensa. O governo brasileiro manifestou um forte posicionamento nessa segunda-feira (11), condenando o trist

11/08/2025

11/08/2025

A morte de seis jornalistas durante um ataque israelense na Faixa de Gaza chocou o mundo e acendeu debates sobre direitos humanos e liberdade de imprensa. O governo brasileiro manifestou um forte posicionamento nessa segunda-feira (11), condenando o triste evento e chamando atenção para a crescente violência na região. Os jornalistas da Al Jazeera foram atingidos enquanto estavam abrigados em uma tenda perto do hospital Al-Shifa.

O Ministério das Relações Exteriores emitiu um comunicado marcante, destacando os "atos flagrantes de violação ao direito internacional humanitário e ao exercício da liberdade de imprensa" por parte das forças israelenses. Até agora, mais de 240 jornalistas perderam a vida em Gaza desde o início do conflito. Este número perturbador ilustra a gravidade das frequentes infrações contra a imprensa no decorrer deste período conturbado.

Qual é a reação da comunidade internacional?

Através de suas palavras, o governo brasileiro "insta o governo de Israel a assegurar aos jornalistas o direito de desempenhar livremente e em segurança seu trabalho em Gaza". Há também um pedido para que Israel levante as atuais restrições à entrada de profissionais de imprensa internacional na região. Esse apelo se soma ao coro de outros países e organizações que clama por respeito aos direitos básicos e por proteção à imprensa em áreas de conflito.

O que motivou o ataque?

Entre os jornalistas mortos, estava Anas Al-Sharif, de 28 anos. As forças israelenses alegaram que ele fazia parte do Hamas e que usava a identidade de jornalista como fachada. No entanto, essa acusação foi desmentida pelas Nações Unidas, conforme relatado pela agência RTP. Israel afirma ter documentos que indicam que Al Sharif liderava uma célula do Hamas, responsável por ataques a civis e militares israelenses.

Tel Aviv já havia identificado Al Sharif como parte de um grupo de jornalistas vinculados a organizações militantes, usando documentos que afirmariam provas de treinamentos e envolvimentos militares.

Qual é a visão de Israel sobre o conflito?

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou a intensificação das operações militares contra o Hamas, uma medida que, segundo ele, visa desmantelar completamente as bases do grupo em Gaza. Este anúncio surge em meio a uma grave crise humanitária, onde a fome se agrava dia após dia, após quase dois anos de intensos combates.

Como a imprensa internacional está reagindo?

A Al Jazeera, por sua vez, descreveu o ataque como uma "tentativa desesperada de silenciar vozes em antecipação à ocupação de Gaza". Além de Al Sharif, outros profissionais como Mohammed Qreiqeh, Ibrahim Zaher e Mohammed Noufal também foram vítimas fatais desse ataque, levantando preocupações sobre a segurança dos jornalistas que cobrem conflitos armados.

Imagem da Faixa de Gaza



Com informações da Agência Brasil

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