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Mundo

Estados Unidos não desejam negociar tarifas, afirma Celso Amorim

Celso Amorim, assessor para assuntos internacionais do presidente da República, trouxe à tona uma questão delicada nas relações entre Brasil e Estados Unidos. Em uma audiência pública promovida pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados,

20/08/2025

20/08/2025

Celso Amorim, assessor para assuntos internacionais do presidente da República, trouxe à tona uma questão delicada nas relações entre Brasil e Estados Unidos. Em uma audiência pública promovida pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, ele enfatizou a ausência de disposição do governo dos EUA para negociar supostas divergências comerciais apontadas pelo então presidente Donald Trump. (Fonte de imagem)

Neste cenário de tensões comerciais, Amorim destaca que o governo americano parece relutante não apenas em relação ao Brasil, mas em um contexto mais amplo, ao impor sobretaxas a mais de cem países, desafiando a estrutura mundial de comércio estabelecida no pós-guerra. Mas o que isso significa para o Brasil e o comércio global?

O que está em jogo no sistema multilateral de comércio?

"Estamos enfrentando um momento de grandes mudanças na ordem internacional", observou Amorim, enfatizando a importância de defender o sistema multilateral de comércio. Desde o seu ingresso no Itamaraty, o embaixador testemunhou debates sobre o papel crucial do GATT e da OMC em estabelecer regras justas em um cenário global.

Amorim frisou que a aplicação unilateral de tarifas por um país poderoso pode desequilibrar o comércio global, despriviligiando nações com menor poder econômico. O embate atual, segundo ele, não é apenas uma questão entre Brasil e EUA, mas um desafio ao sistema comercial multilateral que todos, como cidadãos do mundo, devemos proteger.

Como a política interna afeta a relação comercial Brasil-EUA?

Amorim criticou a postura do governo estadunidense, especialmente em relação às interferências político-ideológicas que têm marcado as recentes tensões comerciais. Ele relembrou que o governo Trump justificou a taxação dos produtos brasileiros mencionando questões internas do Brasil, como os processos judiciais do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Um exemplo típido dessa intromissão política foi a divulgação de uma carta de Donald Trump ao presidente Lula da Silva, sem precedentes na diplomacia tradicional. Amorim descreveu tal abordagem como um desrespeito às práticas diplomáticas comuns.

Brasil ainda busca o diálogo com os EUA?

A pesar das adversidades, Amorim foi categórico ao afirmar que o Brasil mantém o desejo de dialogar com os Estados Unidos. Ele deixou claro que o Brasil não tomou ações hostis contra os EUA e reafirmou o interesse em negociações pacíficas, embora uma reunião agendada entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o secretário do Tesouro dos EUA tenha sido cancelada por "interferência externa".

Esta dinâmica complexa deixa claro que as relações entre Brasil e EUA vão além de questões meramente econômicas e refletem tensões políticas e ideológicas mais profundas que precisam de soluções diplomáticas para o bem das duas nações e do comércio mundial como um todo.



Com informações da Agência Brasil

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