O Afeganistão, sob o governo do Talibã, enfrentou recentemente uma interrupção significativa em suas comunicações, deixando seus mais de 43 milhões de habitantes praticamente isolados do mundo exterior por cerca de 48 horas. Esta ação, que suspendeu parcialmente os serviços de telecomunicação, foi um duro golpe para a população e a economia local, conforme relatado pela NetBlocks, uma renomada organização de monitoramento da internet.
A situação, agora com apenas 56% da capacidade de conectividade restaurada, levanta preocupações sobre as novas regras de moralidade impostas pelo Talibã às operadoras de telecomunicação. O porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, expressou críticas ao corte sem explicação, destacando os impactos negativos na economia, na vida das mulheres e meninas afegãs, e nos direitos fundamentais de liberdade de expressão e acesso à informação.
O que levou ao apagão nas comunicações no Afeganistão?
O apagão nas comunicações no Afeganistão, comandado pelo governo Talibã, ocorreu de forma inesperada e sem justificativas claras oficiais, segundo Dujarric. Enquanto a administração Talibã negou quaisquer relatos da imprensa estrangeira sobre o ocorrido, a falta de uma explicação abalou a comunidade internacional. Durante esse período, a estabilidade econômica local sofreu, com preços de alimentos e combustíveis registrando um aumento abrupto em Cabul.
Como a ONU está lidando com a situação no Afeganistão?
A ONU permanece ativa em Cabul, especialmente envolvida em ações de assistência humanitária após terremotos que resultaram em cerca de 2,2 mil mortes no último mês. Em meio ao caos causado pelo apagão, a organização busca alternativas para mitigar os impactos do isolamento nas famílias e na economia local, com esforços direcionados para garantir que mulheres e meninas não sejam ainda mais desfavorecidas.
Com a volta dos serviços, o que muda no cotidiano dos afegãos?
Com parte dos serviços de telecomunicação restabelecidos, a vida no Afeganistão começa a retomar uma aparência de normalidade. O tráfego aéreo comercial no maior aeroporto do país também voltou a operar, indicando passos em direção a um funcionamento mais estável, apesar das incertezas que permeiam as diligências do Talibã sobre as razões para a interrupção.
A situação continua a evoluir, e a vigilância de observadores internacionais será crucial para assegurar que os direitos básicos dos cidadãos afegãos sejam respeitados e que o país possa manter conexões vitais com o mundo externo.
Com informações da Agência Brasil