Prepare-se, pois grandes discussões estão a caminho entre o Brasil e os Estados Unidos. Nesta quinta-feira, 16 de junho, os presidentes Lula e Donald Trump vão se reunir para debater a polêmica taxação extra sobre os produtos brasileiros exportados para o território americano. Este encontro marca a primeira vez que os dois países se sentarão à mesa após uma conversa inicial entre Lula e Trump, ocorrida no início deste mês.
Lula já adiantou que as negociações prometem ser animadas. Na última semana, ele participou de uma videoconferência com Trump, onde brincou sobre a tão falada "química excelente" entre os dois líderes. É nesse clima que o secretário de Estado, Marco Rubio, já está envolvido nas tratativas, tendo convidado o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, para liderar a delegação brasileira em Washington.
Qual é o impacto do tarifaço sobre as relações Brasil-EUA?
O tarifaço é parte de uma nova política da Casa Branca, iniciada por Trump. A ideia é aumentar tarifas para melhorar a competitividade dos EUA em relação à China. Em abril, tarifas foram impostas com base no déficit comercial dos Estados Unidos com cada país, mas, como os americanos têm superávit com o Brasil, a taxa inicial foi de 10%. Em agosto, porém, essa taxa disparou para 40% em retaliação a decisões desfavoráveis às big techs americanas e devido a uma controvérsia envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Como o Brasil está lidando com essa situação?
A estratégia brasileira, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é apresentar sólidos argumentos econômicos contra o tarifaço. Haddad destaca que a medida está, na verdade, encarecendo o custo de vida nos EUA e que o país já tem um superávit comercial com o Brasil. O ministro enxerga também um enorme potencial para investimentos americanos no Brasil, especialmente em setores de transformação ecológica e energia limpa.
Quais produtos são afetados pelo tarifaço?
A lista de produtos atingidos é variada. Cafés, frutas e carnes foram tarifados, mas itens como suco e polpa de laranja, combustíveis e certos minerais escaparam da tarifa inicial. Aos poucos, outros produtos, como celulose e ferro-níquel, também foram liberados das tarifas adicionais.
Este cenário acirrado e cheio de nuances deixa o mercado internacional atento e os cidadãos preocupados. As reuniões e negociações prometem ser intensas e podem redefinir o relacionamento comercial entre Brasil e Estados Unidos. Fique de olho para saber como tudo isso se desenrolará e quais serão os próximos passos dos líderes envolvidos.
Com informações da Agência Brasil