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Mundo

México condena ataques militares dos EUA a embarcações

A recente escalada de tensões entre o México e os Estados Unidos dá mais um passo quando a presidente Claudia Sheinbaum expressou sua indignação com os ataques militares realizados pelos norte-americanos. Nesta quinta-feira (23), Sheinbaum condenou as açõ

23/10/2025

23/10/2025

A recente escalada de tensões entre o México e os Estados Unidos dá mais um passo quando a presidente Claudia Sheinbaum expressou sua indignação com os ataques militares realizados pelos norte-americanos. Nesta quinta-feira (23), Sheinbaum condenou as ações dos EUA contra embarcações associadas ao narcotráfico em águas internacionais, lançando um olhar crítico sobre os acontecimentos no Pacífico Oriental. Ela destacou que tais operações violam legislações internacionais que regulamentam o controle de drogas e armas.

"Obviamente, discordamos. Existem leis internacionais que regem como lidar com o suposto transporte ilegal de drogas ou armas em águas internacionais e já expressamos isso ao governo dos Estados Unidos", declarou a presidente durante entrevista coletiva.

Por que os EUA insistem nos ataques no Pacífico?

A declaração contundente da presidente mexicana segue-se a uma revelação do Secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, que anunciou um "ataque cinético letal" autorizado pelo presidente Donald Trump. Esse ataque resultou na morte de três pessoas. Hegseth foi incisivo em sua comunicação pública, afirmando que essas operações continuarão repetidamente, justificando-as pela ameaça de "narcoterroristas". Mas será que essa é a única forma de combate eficaz?

Quais são as consequências destes ataques?

Desde setembro, este já é o oitavo ataque dos EUA, que culminou em pelo menos 37 mortes sem qualquer tipo de julgamento. Especialistas das Nações Unidas denunciam essas mortes como execuções extrajudiciais, levantando um debate sério sobre os direitos humanos e a soberania dos países envolvidos.

Em resposta a isso, Sheinbaum lembrou que a soberania e o direito internacional devem ser respeitados. Recentemente, o México implementou uma reforma constitucional visando proteger sua soberania de qualquer tipo de intervenção estrangeira.

Qual é a postura do México em relação ao relacionamento com os EUA?

Quando questionada sobre como o México lida com suas relações internacionais, especialmente em conflitos como o entre Donald Trump e o presidente colombiano Gustavo Petro, Sheinbaum argumentou que cada país tem seu próprio método de gerenciar discussões internacionais. "Cada um tem sua maneira de lidar", disse ela, destacando a importância de um sistema de diálogo franco.

A presidente mexicana reiterou seu compromisso com uma política externa que preze por um "sistema de diálogo franco" com os EUA, buscando sempre acordos sem abrir mão da soberania e autoconsciência nacional. Sua prioridade continua sendo a defesa dos direitos dos mexicanos residentes nos Estados Unidos.

Imagem de reunião política entre México e EUA

Com informações da Agência Brasil

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