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Mundo

A empresários, Lula diz que mundo não aceita "nova Guerra Fria"

Em uma era de rápidas transformações globais, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo enfático contra a ideia de uma "nova Guerra Fria". Durante a 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) em Kuala Lumpur, na Ma

26/10/2025

26/10/2025

Em uma era de rápidas transformações globais, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo enfático contra a ideia de uma "nova Guerra Fria". Durante a 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) em Kuala Lumpur, na Malásia, neste último domingo (26), Lula compartilhou sua visão em uma reunião com empresários, sublinhando a importância do comércio e dos investimentos estrangeiros.

Lula destacou que o Brasil deseja ser um parceiro para todos os países que estão interessados em fazer negócios, sem se prender às disputas ideológicas do passado. A mensagem clara do presidente é de que o Brasil está aberto e pronto para cooperar, construindo pontes, ao invés de barreiras.

O que pode mudar com o posicionamento do Brasil?

Lula expressou sua convicção de que o mundo não aceita mais divisões rígidas como as da Guerra Fria. "A Asean é um parceiro muito importante e tende a ser muito mais importante, porque o mundo de hoje não aceita mais uma nova Guerra Fria. Nós não queremos ficar disputando, como se disputou, a partir da Segunda Guerra Mundial", afirmou o presidente. Ele frisou que o Brasil busca estar ao lado de todos os países interessados em negócios, incluindo Estados Unidos, China, Malásia e Indonésia.

Quais são os planos de Lula para a América do Sul?

No que diz respeito à integração regional, Lula defende que o Brasil deve fortalecer laços com seus vizinhos sul-americanos. Ele lembrou que, desde seu primeiro mandato em 2003, vem trabalhando para ampliar as parcerias internacionais. "Durante muito tempo, o Brasil esteve isolado na América do Sul. O Brasil olhava para a Europa e os Estados Unidos, e nós resolvemos tomar a decisão de que era preciso fazer o Brasil ter uma importância maior na geopolítica econômica e comercial", completou Lula.

Como está o diálogo entre Brasil e Estados Unidos?

Mostrando sua habilidade diplomática, Lula já se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o evento na Malásia. Na ocasião, Lula pediu a revogação do tarifaço norte-americano sobre as exportações brasileiras, uma medida crucial para melhorar as relações comerciais entre os dois países. Importante destacar que a primeira reunião de negociação entre as diplomacias brasileira e norte-americana acontecerá ainda neste domingo.

Essa postura proativa de Lula na defesa dos interesses comerciais brasileiros pode trazer impactos significativos para a economia do país, ao mesmo tempo em que reafirma a disposição do Brasil em promover um diálogo inclusivo e aberto no cenário internacional.



Com informações da Agência Brasil

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