No agitado cenário do Rio de Janeiro, representantes dos 11 países que integram o Brics e mais dez nações que, embora não oficialmente, também participam desse bloco de nações emergentes, se reúnem para a primeira Cúpula Popular do Brics. Este evento, iniciado na segunda-feira (1) e que se estenderá até quinta-feira (4), visa integrar movimentos sociais e populares, abrindo espaço para que a sociedade civil contribua com propostas de cooperação entre os povos do chamado Sul Global.
Mas, afinal, quais são os temas que pautam esse encontro? A cúpula está centrada na cooperação econômica e multilateralismo. Entre os tópicos discutidos, destacam-se a construção da multipolaridade, reconfiguração geopolítica mundial, desafios da governança global, o papel do Brics e a independência dos países emergentes do dólar americano nas trocas internacionais e reserva financeira.
Como a cúpula pode impactar a sociedade civil?
O analista político Marcos Fernandes, integrante do conselho da cúpula, está otimista. Ele acredita que as discussões propiciadas pelo evento são essenciais para enfrentar problemas críticos enfrentados pela população mundial, como a carência de moradia adequada, acesso a saneamento básico e água potável, além da garantia de uma alimentação digna.
O que representa a Cúpula Popular do Brics para o Brasil?
Realizada no sugestivo Armazém da Utopia, no centro da capital carioca, a Cúpula Popular do Brics não é apenas mais um evento no calendário do bloco. Este, em particular, é marcante por ser o último sob a presidência brasileira, que passará o comando para a Índia no próximo ano. A expectativa e responsabilidade são grandes, uma vez que a definição de estratégias futuras está em jogo.
O evento no Brasil simboliza um encerramento de ciclo, mas também um prenúncio de mudanças. Fique atento aos desdobramentos que este marco pode trazer para a geopolítica e a economia global.
Com informações da Agência Brasil