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Mundo

EUA afirmam predomínio na América Latina em recado à China

A nova Estratégia Nacional de Segurança dos Estados Unidos, atualizada em 2025, marca um momento crucial na política externa americana ao reafirmar a histórica Doutrina Monroe. Este movimento visa consolidar a influência de Washington sobre toda a extensã

05/12/2025

05/12/2025

A nova Estratégia Nacional de Segurança dos Estados Unidos, atualizada em 2025, marca um momento crucial na política externa americana ao reafirmar a histórica Doutrina Monroe. Este movimento visa consolidar a influência de Washington sobre toda a extensão do Hemisfério Ocidental, abrangendo desde a América do Norte até a América do Sul, passando pela América Central. Esta mudança acontece após um período que muitos consideraram de negligência em relação à região.

Por que isso importa para você? Na visão dos estrategistas dos EUA, o foco novo e mais afiado na Doutrina Monroe – com um "Corolário Trump" – pode alterar as dinâmicas econômicas e políticas nas Américas, incluindo interesses brasileiros, em resposta à crescente presença da China nesses territórios.

O que a reafirmação da Doutrina Monroe significa?

Originalmente formulada em 1823, a Doutrina Monroe foi criada como uma resposta à influência das potências europeias na América Latina, sublinhando a ideia de que "a América é para os americanos". Sua renovação nos dias atuais, segundo a administração de Donald Trump, busca proteger os interesses americanos ao excluir potências estrangeiras do cenário estratégico do continente.

No novo documento, os Estados Unidos se propõem a garantir que nenhuma potência externa tenha condições de desenvolver uma influência militar ou econômica prejudicial nas Américas.

Como a China está envolvida nesta estratégia?

Para muitos analistas, como Alexandre Pires, especialista em relações internacionais, há um claro direcionamento da nova estratégia americana em minar a crescente influência da China na América Latina. Desde o Canal do Panamá até movimentações militares no Caribe, os EUA buscam reverter acordos e alianças que atualmente beneficiam Pequim e, por extensão, seus aliados, como a Venezuela e mesmo a Rússia.

"É o movimento que já estamos vendo de os EUA retomarem o controle do Canal do Panamá de modo indireto, fazendo o Panamá abrir mão de contratos de terminais com a China", destaca Pires.

Quais os impactos para empresas estadunidenses?

A estratégia recém-publicada também coloca ênfase no papel das embaixadas americanas em promover e facilitar negócios para as empresas dos EUA. A Casa Branca é clara ao afirmar que parcerias comerciais, especialmente com países economicamente dependentes dos EUA, devem priorizar acordos que favoreçam suas corporações.

Isso envolve desde contratos comerciais preferenciais até diplomacia restrita a tarifas e reciprocidade de negócios, reforçando uma aliança entre o setor público e o privado para garantir uma vantagem competitiva americana nas Américas.

"Proteger com sucesso o nosso hemisfério também exige uma colaboração mais estreita entre o governo dos EUA e o setor privado americano. Todo funcionário do governo americano que interage com esses países deve entender que parte de seu trabalho é ajudar as empresas americanas a competir e prosperar", enuncia o documento.

Estas movimentações podem sinalizar para governos latino-americanos a necessidade de reequilibrar suas alianças e priorizar acordos que não apenas tragam benefícios econômicos, mas também considerem o ambiente geopolítico em rápida transformação. Como essas mudanças impactarão o Brasil e outros países sul-americanos é uma questão que somente o tempo poderá responder. Mas uma coisa é clara: novos ventos estão soprando do norte, e eles podem modificar os rumos dos acordos e parcerias internacionais em toda a região.



Com informações da Agência Brasil

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