Recentemente, o clima de tensão na Ucrânia ganhou novos desdobramentos com declarações de que um acordo para encerrar a guerra está cada vez mais próximo. No entanto, ainda há obstáculos a serem superados, e a Rússia enfatiza a necessidade de mudanças significativas nas propostas apresentadas pelos Estados Unidos.
Donald Trump tem mostrado grande interesse em ser lembrado como o líder que conseguiu pacificar a Europa, especialmente resolvendo o conflito na Ucrânia, uma das mais graves crises do continente desde a Segunda Guerra Mundial. Mas quais são os próximos passos desse intricado jogo político?
Quais são os principais desafios para acabar com a guerra na Ucrânia?
O enviado dos EUA para a Ucrânia, Keith Kellogg, indicou que estamos nos "últimos 10 metros" para a resolução do conflito, uma metáfora que implica um caminho ainda árduo à frente. Kellogg revelou que duas questões permanecem pendentes: o futuro da região de Donbas e a situação da usina nuclear de Zaporizhzhia.
Kellogg enfatizou: "Se conseguirmos resolver essas duas questões, acho que o restante das coisas funcionará muito bem. Estamos quase lá. Estamos muito, muito perto".
O que Putin e seus assessores esperam das negociações?
Na semana passada, Vladimir Putin manteve um diálogo de quatro horas no Kremlin com Steve Witkoff, o enviado de Trump, e Jared Kushner. Esse encontro refletiu a contínua complexidade das "reivindicações territoriais" russas sobre Donbas – uma área reconhecida internacionalmente como parte da Ucrânia, mas reivindicada pela Rússia.
Yuri Ushakov, principal assessor de Putin, enfatizou que para avançar nas negociações, os EUA precisariam "fazer mudanças sérias e radicais" em suas propostas. Embora não tenha especificado quais seriam essas mudanças, isso demonstra a resistência russa frente às soluções propostas pelos EUA.
Como a Ucrânia está reagindo a essas propostas?
O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy mantém uma posição firme, afirmando que qualquer cedência de território, como a entrega de partes de Donetsk, sem um referendo, seria ilegal. Zelenskiy alertou para o risco de novos ataques russos, caso a Ucrânia perca mais território.
Zelenskiy também teve uma conversa telefônica "subestancial" com Witkoff e Kushner, ressaltando a complexidade e a importância das negociações em andamento. O papel de Kushner tem sido destacado nas discussões para se chegar a um consenso.
Com informações da Agência Brasil