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Mundo

Lula diz que acordo Mercosul-UE deve ser assinado em janeiro de 2026

Você já imaginou um mundo em que Mercosul e União Europeia estivessem lado a lado em um acordo histórico? Estamos falando de um pacto que abrange mais de 720 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto de impressionantes 22 trilhões de dólares! Poi

20/12/2025

20/12/2025

Você já imaginou um mundo em que Mercosul e União Europeia estivessem lado a lado em um acordo histórico? Estamos falando de um pacto que abrange mais de 720 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto de impressionantes 22 trilhões de dólares! Pois bem, essa era a expectativa do presidente Lula para o início de janeiro de 2026. Em um discurso fervoroso na Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, em Foz do Iguaçu, no Paraná, ele revelou esses planos audaciosos.

A celebração já estava no horizonte, mas foi adiada. E você sabe por quê? A assinatura prevista para o encontro foi postergada devido às resistências notórias da França e da Itália. Vamos mergulhar nessa história e descobrir o que está por trás dessa negociação entre os dois blocos mais influentes do mundo.

Por que a França e a Itália não concordaram com o acordo agora?

Lula foi direto e transparente ao explicar os contratempos enfrentados. Segundo ele, já se sabia da posição reticente da França, algo que tem sido um ponto histórico na pauta. Contudo, a situação se complicou ainda mais na última hora. "Na última semana surgiu um problema com a primeira-ministra Meloni, da Itália", revelou Lula. Não se tratava de um desacordo específico com a negociação entre Mercosul e União Europeia. O cerne da questão estava em outra parte: a distribuição de verbas para a agricultura na União Europeia, que a Itália via como prejudicial.

O que Meloni e outros líderes disseram sobre o futuro do acordo?

Mesmo com os percalços, há uma luz no fim do túnel. Segundo afirmações de Lula, Giorgia Meloni, primeira-ministra da Itália, garantiu que estará pronta para assinar no começo de janeiro. "Eu tive uma conversa por telefone com ela", lembrou ele em seu discurso. Meloni afirmou estar preparada, e, ainda conforme Lula, se a França for a única a se opor, líderes como Ursula von der Leyen e Antonio Costa asseguraram que a oposição francesa sozinha não será um empecilho para a oficialização do acordo. O plano, então, é que a assinatura ocorra já no início da presidência de Santiago Peña, do Paraguai.

Qual a posição de Lula sobre a situação na Venezuela e outras tensões regionais?

O presidente não se limitou a falar apenas sobre o acordo. Ele também destacou seu descontentamento com intervenções militares extrarregionais, apontando para os Estados Unidos e sua influência sobre a Venezuela. Em sua fala, ele recordou o passado, como nas Malvinas, e levantou preocupações sobre uma potencial catástrofe humanitária decorrente de uma intervenção armada.

E sobre a crise energética no Brasil, o que Lula mencionou?

Entre uma crítica e outra, Lula não poupou palavras para a Enel, responsável por deixar milhões de brasileiros sem luz em São Paulo. "Não haverá corte da palavra aqui, ou seja, o que não pode é faltar energia, ô Enel", alfinetou ele. E não é só no discurso que a questão está sendo abordada; a Aneel já iniciou um processo que pode culminar no rompimento da concessão da energética.

No fim das contas, cada ponto do discurso de Lula na Cúpula dos Chefes de Estado do Mercosul nos traz à reflexão: como serão nossos próximos passos na política internacional e na gestão interna? Resta-nos aguardar o desenrolar dos acontecimentos.



Com informações da Agência Brasil

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