Uma carta pública dirigida ao então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, sugere uma nova era de cooperação. O apelo da líder venezuelana é por um relacionamento "equilibrado e respeitoso" entre as duas nações, fundamentado na igualdade e afastado de qualquer ingerência.
Rodríguez, através das redes sociais, lançou um convite ao governo norte-americano para estabelecerem uma agenda conjunta de cooperação. O objetivo seria promover um desenvolvimento compartilhado, embasado na legalidade internacional e no fortalecimento de uma convivência comunitária duradoura.
Como um novo diálogo pode mudar a relação EUA-Venezuela?
Diálogo. Com um tom mais conciliador, Delcy declarou: “Presidente Donald Trump, nossos povos e nossa região merecem paz e diálogo, não guerra. Esse sempre foi o predicamento do presidente Nicolás Maduro e é o de toda a Venezuela neste momento. Essa é a Venezuela em que acredito, à qual dediquei minha vida.” Ao final da carta, fez questão de reafirmar que a Venezuela tem direito à paz, ao desenvolvimento, à soberania e ao futuro.
A pressão aumenta: o que motivou a captura de Maduro?
No primeiro sábado de agosto, Caracas foi palco de diversas explosões. Em um dramático desdobramento, forças de elite norte-americanas capturaram o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, transportando-os para Nova York.
Essa intervenção direta dos Estados Unidos ecoa memórias das ações de 1989, quando militares norte-americanos invadiram o Panamá e sequestraram o então presidente Manuel Noriega, sob alegações de narcotráfico. Assim como no caso de Noriega, acusações pairam sobre Maduro, supostamente ligado a um cartel venezuelano chamado De Los Soles, embora especialistas em tráfico internacional questionem sua existência.
A geopolítica por trás da ação militar: o que está em jogo?
O governo Trump havia oferecido uma recompensa de US$ 50 milhões pela captura de Maduro. Este episódio levanta questões sobre as motivações geopolíticas, que incluem afastar a Venezuela de aliança com potências como China e Rússia e assegurar domínio sobre vastas reservas de petróleo venezuelano.
Com informações da Agência Brasil