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Presidente interina da Venezuela defende agenda de colaboração

Uma carta pública dirigida ao então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, sugere uma nova era de cooperação. O apelo da líder venezuelana é por um relacionamento "equilibrado e respeitoso" ent

05/01/2026

05/01/2026

Uma carta pública dirigida ao então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, sugere uma nova era de cooperação. O apelo da líder venezuelana é por um relacionamento "equilibrado e respeitoso" entre as duas nações, fundamentado na igualdade e afastado de qualquer ingerência.

Rodríguez, através das redes sociais, lançou um convite ao governo norte-americano para estabelecerem uma agenda conjunta de cooperação. O objetivo seria promover um desenvolvimento compartilhado, embasado na legalidade internacional e no fortalecimento de uma convivência comunitária duradoura.

Como um novo diálogo pode mudar a relação EUA-Venezuela?

Diálogo. Com um tom mais conciliador, Delcy declarou: “Presidente Donald Trump, nossos povos e nossa região merecem paz e diálogo, não guerra. Esse sempre foi o predicamento do presidente Nicolás Maduro e é o de toda a Venezuela neste momento. Essa é a Venezuela em que acredito, à qual dediquei minha vida.” Ao final da carta, fez questão de reafirmar que a Venezuela tem direito à paz, ao desenvolvimento, à soberania e ao futuro.

A pressão aumenta: o que motivou a captura de Maduro?

No primeiro sábado de agosto, Caracas foi palco de diversas explosões. Em um dramático desdobramento, forças de elite norte-americanas capturaram o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, transportando-os para Nova York.

Essa intervenção direta dos Estados Unidos ecoa memórias das ações de 1989, quando militares norte-americanos invadiram o Panamá e sequestraram o então presidente Manuel Noriega, sob alegações de narcotráfico. Assim como no caso de Noriega, acusações pairam sobre Maduro, supostamente ligado a um cartel venezuelano chamado De Los Soles, embora especialistas em tráfico internacional questionem sua existência.

A geopolítica por trás da ação militar: o que está em jogo?

O governo Trump havia oferecido uma recompensa de US$ 50 milhões pela captura de Maduro. Este episódio levanta questões sobre as motivações geopolíticas, que incluem afastar a Venezuela de aliança com potências como China e Rússia e assegurar domínio sobre vastas reservas de petróleo venezuelano.



Com informações da Agência Brasil

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